Amazon acusada de espiar os seus vendedores para desenvolver produtos rivais

A Amazon terá acedido a dados de vendedores presentes na sua própria plataforma de comércio electrónico para desenvolver produtos rivais, em regime de private label. De acordo com o The Wall Street Journal, funcionários da gigante liderada por Jeff Bezos admitem ter consultado informações referentes a transacções de parceiros no sentido de tirarem ideias para novos produtos.

A informação avançada pelo jornal norte-americano vai contra aquilo que a Amazon sempre tem afirmado e que até já garantiu perante o Congresso dos EUA: segundo a empresa, nunca recorre a dados dos vendedores independentes com os quais colabora para criar os seus próprios produtos.

Fontes citadas pela mesma publicação contam que as regras que proíbem esta prática não eram implementadas de modo uniforme. Asseguram mesmo tratar-se de uma política comum e discutida sem problema em reuniões.

«Nós sabíamos que não devíamos», diz um antigo colaborador citado pelo The Wall Street Journal. «Mas, ao mesmo tempo, estamos a fazer produtos com a marca Amazon e queremos que eles vendam bem.»

Em declarações ao The Verge, a Amazon recusa esta ideia. Diz que, tal como outros retalhistas, olha para dados das vendas para providenciar aos seus clientes a melhor experiência possível. “No entanto, proíbimos estritamente os nossos funcionários de usarem dados que não sejam públicos ou específicos de um vendedor para determinar quais produtos em private label lançar”, indica a empresa.

A Amazon acrescenta ainda que não acredita que o cenário descrito pelas fontes do The Wall Street Journal seja verdadeiro, mas que leva todas as acusações a sério. Nesse sentido, já avançou com uma investigação a nível interno.

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