Agências de publicidade impõem regras aos concursos privados

A fase de apresentação de propostas para um trabalho que diga respeito a um concurso privado deverá contar com um máximo de três agências concorrentes. O número poderá aumentar para quatro se for contabilizada a anterior agência com que o cliente trabalhava. Esta é uma das principais decisões tomadas pela Associação Portuguesa de Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing (APAP) numa reunião que resultou num compromisso entre 32 dos 35 membros.

O compromisso estabelece ainda que as agências deverão saber previamente o nomes das outras agências a concurso, ficando garantida a confidencialidade da informação, e que o briefing apresentado deve incluir logo os critérios de avaliação das propostas.

A APAP encara esta decisão “como uma atitude de defesa da sustentabilidade de todos os players do sector, agências e anunciantes”, segundo afirma em comunicado. Cumprir este compromisso permitirá “maximizar a eficácia na afectação dos recursos, com vantagens óbvias para as agências mas também benefícios para os clientes actuais dessas mesmas agências”.

O compromisso pretende ainda reforçar um documento assinado em 2009 entre a APAP e a Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN), denominado “Agência Certa, Guia das Boas Práticas para Concursos”. A APAP lembra que “a crise vivida na sociedade portuguesa” desde aí levou ao não cumprimento do acordo estabelecido.

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