Adeus, devoluções gratuitas no e-commerce: Marcas mudam políticas e custo zero torna-se exceção

O comércio online de moda tem vindo a sofrer uma mudança nas suas políticas de devoluções. O que antes era um atrativo comercial fundamental para empresas como, por exemplo, a Zalando, hoje tornou-se uma prática cada vez mais restrita. A mudança, que começou com a Inditex há três anos, advém de condições mais rigorosas, do aumento dos preços de envio e a adoção de tecnologia para minimizar devoluções, como dá conta o site Modaes.

A Zalando, por exemplo, reduziu na Alemanha, Países Baixos e Itália o período de devoluções de 100 para 30 dias, alinhando-se com medidas já implementadas em Espanha, França e Áustria. Além disso, a empresa introduziu recomendações de tamanhos com Inteligência Artificial para evitar devoluções desnecessárias. Outras marcas, como a Desigual, Amazon ou Asos, apostaram em soluções semelhantes, incluindo guias de tamanhos avançadas e provadores virtuais em 3D.

A H&M seguiu esta tendência e agora cobra atualmente 1,95 euros, em Portugal, por cada devolução a clientes que não façam parte do seu programa de fidelização, mantendo a gratuitidade apenas para artigos com defeito. A Inditex, dona da Zara, é a pioneira desta estratégia, tendo estabelecido em 2022 uma tarifa fixa para devoluções online em 30 mercados, incluindo o mercado português, com um custo de 3,95 euros de devolução na Zara, um valor a deduzir do montante reembolsado.

Outras empresas também têm vindo a mudar as suas políticas conforme o mercado. A Desigual, por exemplo, aplica uma taxa de 3,95 euros no Reino Unido e nas suas vendas Flash Sale em Espanha e Alemanha, enquanto nos EUA mantém devoluções gratuitas nos primeiros 30 dias.

Já a Mango e a Tous mantêm as devoluções gratuitas em loja. Com este panorama, o e-commerce de moda caminha para um modelo onde a devolução gratuita é cada vez mais uma exceção do que uma norma.

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