A quem confia os seus dados? Supermercados superam bancos e redes sociais

Apenas 30% dos consumidores europeus não estão dispostos a partilhar os seus dados pessoais com cadeias de retalho alimentar. Os supermercados constituem a segunda área de negócio em que os consumidores mais confiam, sendo ultrapassados apenas pelos serviços médicos e pelas instituições governamentais. Ainda assim, em alguns países, conseguem superar estas organizações.

A conclusão é do estudo “The consumer data give and take 2020” da Deloitte em parceria com a Ahold Delhaize, segundo o qual os supermercados superam amplamente outras actividades económicas não-retalhistas, instituições financeiras, plataformas digitais e redes sociais.

«Os retalhistas têm hoje uma grande quantidade de dados à sua disposição e as principais cadeias estão a fazer um esforço no sentido de utilizar essa informação para benefício dos próprios consumidores, das suas organizações e dos seus parceiros», afirma Duarte Galhardas, partner e líder de Consumer da Deloitte, apontando uma possível justificação para este fenómeno.

Segundo o mesmo responsável, «estes indicadores podem representar uma enorme oportunidade para o sector do retalho, que assume um papel determinante na vida dos consumidores».

A Deloitte mostra ainda que idade e comportamento online são os parâmetros com correlações mais fortes com as percepções que os consumidores têm face aos seus dados. Há uma maior disposição para partilhar dados pessoais entre os mais jovens e aqueles que compram online com mais frequência.

Os jovens entre os 18 e os 29 anos estão mais dispostos a partilhar dados pessoais (média de 3,1 numa escala de 1 a 5) do que aqueles com 60 anos ou mais (2,6). No mesmo sentido, os inquiridos que realizam suas compras online com frequência estão também mais dispostos a partilhar as suas informações (média de pessoas que compra online semanalmente é de 3,3 versus 2,7 para aqueles que nunca fizeram compras online).

Quanto ao tipo de informações que os consumidores europeus estão prontos para partilhar, o estudo revela que dados demográficos e sobre os produtos que compram/respectiva frequência são os mais comuns. Quase 40% mostra-se disponível para partilhar informações detalhadas sobre saúde, como alergias e frequência cardíaca, mas apenas 28% partilharia dados de localização.

Informações financeiras são as que apresentam maior resistência: dois terços dos entrevistados estão “nem um pouco dispostos” a partilhar as suas transacções.

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