A força da proximidade: O imperativo do marketing social na construção de comunidades

OpiniãoNotícias
Marketeer
21/11/2025
20:03
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Opinião de Solange Farinha, Diretora de Marketing da Auchan Retail Portugal

No cenário empresarial contemporâneo, o conceito de marketing transcende largamente a mera promoção de produtos ou serviços. Assistimos a uma evolução onde a proximidade com as comunidades e o marketing social se tornam pilares inegáveis para a relevância e sustentabilidade de qualquer marca. Não se trata apenas de uma estratégia de comunicação, mas de algo que tem que vir da verdade da marca e não só no Natal, um compromisso intrínseco com o bem-estar coletivo, que se traduz na capacidade de ouvir, compreender e responder ativamente às necessidades da sociedade.

Esta abordagem reflete a convicção de que as marcas têm um papel fundamental na construção de um futuro mais justo e próspero. Ao invés de se limitarem a transações comerciais, as marcas que abraçam o marketing social procuram estabelecer relações de confiança e solidariedade, transformando-se em agentes de mudança. É um movimento que valoriza a autenticidade e a coerência, onde os valores da empresa se alinham com as causas que defende.

Um exemplo prático desta filosofia reside na forma como as marcas podem intervir em problemáticas sociais prementes. A luta contra o bullying escolar, por exemplo, pode ser abordada através de iniciativas que transformam artigos quotidianos em veículos de apoio e sensibilização, capacitando os jovens a procurar ajuda e fomentando ambientes mais seguros. De igual modo, o apoio ao acesso à educação, como se verifica em campanhas de material escolar de longa duração, demonstra um compromisso contínuo com o futuro das novas gerações, garantindo que milhares de crianças têm um regresso às aulas digno.

A intervenção em questões sensíveis como a violência doméstica é outro domínio onde a proximidade se revela crucial. Ao associar-se a iniciativas que dão voz a estas realidades, as empresas reforçam a mensagem de que a dignidade e a segurança são valores inegociáveis, contribuindo para a sensibilização e o apoio às vítimas.

No que toca à alimentação, um setor vital, o marketing social pode impulsionar projetos inovadores, como as redes de mercearias sociais. Estas iniciativas promovem a autonomia e a dignidade de famílias em situação de vulnerabilidade, permitindo-lhes escolher os seus próprios bens e fomentando a literacia na gestão orçamental, enquanto combatem o desperdício alimentar.

A inclusão e o desenvolvimento infantil são igualmente áreas de intervenção prioritária. Parcerias com centros de reabilitação podem revolucionar a categorização de produtos infantis, adaptando-os às necessidades específicas de desenvolvimento de cada criança, enquanto campanhas solidárias podem realizar sonhos de jovens gravemente doentes,

levando esperança e alegria onde mais é preciso. A celebração da diversidade cultural, através do apoio a plataformas que dão palco a histórias inspiradoras de comunidades sub-representadas, é também um reflexo desta proximidade, valorizando o talento e a riqueza cultural de todos.

Em suma, o investimento em ações de responsabilidade social, que no caso da Auchan, em 2024, ultrapassou 1 milhão de euros na nossa experiência, não é apenas uma métrica financeira. O seu verdadeiro valor reside na capacidade de tocar vidas, de construir pontes e de fortalecer o tecido social das comunidades. Para as marcas, estar perto das comunidades não é uma opção, mas uma vocação. É a forma mais autêntica de viver o seu propósito, de construir uma marca com significado e de juntos, alimentarmos uma vida melhor para todos. É a certeza de que, ao investir nas pessoas e nos locais que nos acolhem, estamos a construir um futuro mais próspero, justo e solidário.




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