A emoção também pesa na hora de ir às compras

Um estudo realizado pela The Cocktail Analysis revela que 60% dos consumidores na vizinha Espanha já deixou de comprar determinado produto devido ao seu impacto ambiental. Isto significa que a forma como as marcas lidam com o mundo que as rodeia pesa no modo como são vistas pelo público, especialmente considerando que a escolha do que entra ou não no carrinho de compras tem, muitas vezes, um lado mais emocional.

Segundo o mesmo estudo, os consumidores exigem, cada vez mais, que as marcas sejam sustentáveis e éticas. Não só porque consideram que devem estabelecer esse compromisso enquanto agentes sociais, mas também porque não querem alterar radicalmente os seus hábitos e comportamentos de consumo e esperam que as marcas lhes ofereçam alternativas melhores.

Entre os que já deixaram de comprar determinados produtos devido ao respectivo impacto ambiental, destacam-se artigos com plástico ou embalagens consideradas desnecessárias. Em percentagens mais pequenas, também aparecem alimentos ultraprocessados, produtos com óleo de palma, descartáveis, carne ou combustível.

Ainda assim, embora três em cada quatro consumidores exijam às marcas a disponibilização de produtos sustentáveis, apenas um terço abdica de opções com preços mais competitivos.

O mesmo estudo indica que os consumidores sentem que a sustentabilidade ainda é algo muito teórico na generalidade das empresas, com planos de implementação vagos. Nesse sentido, dividem as companhias em quatro categorias: as oportunistas (cujas acções são superficiais); as transparentes (que demonstram o que estão a fazer); as futuristas (que traçam objectivos mas não explicam como vão lá chegar); e as técnicas (que estão a trabalhar para isso mas que não o comunicam de forma clara e perceptível).

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