Dizer que já foi dito tudo sobre Donald Trump seria, talvez, uma das maiores ilusões mediáticas. Ainda assim, no programa Más Vale Tarde, do canal espanhol laSexta, surgiu uma descrição tão inesperada quanto poderosa e ninguém parecia tê-la usado antes.
O momento ocorreu num debate sobre os 200 dias do regresso de Trump à Casa Branca. Um marco simbólico que, embora tenha passado despercebido para muitos, foi assinalado pelo próprio ex-presidente norte-americano num contexto de tensão geopolítica e económica.
Os impostos alfandegários têm gerado impacto não apenas nos governos, mas também nas grandes multinacionais, como a Apple. Esta semana, o CEO da empresa, Tim Cook, anunciou um reforço da sua presença e investimento nos Estados Unidos. Um gesto que muitos interpretam como estratégia para evitar possíveis represálias económicas por parte da administração Trump.
O mais curioso? Este anúncio foi acompanhado de um presente entregue pessoalmente ao presidente na Casa Branca: uma placa com a icónica maçã da Apple. Para alguns analistas, um símbolo de cortesia institucional. Para outros, como o comentador Pedro Rodríguez, professor de Relações Internacionais e presença regular no estúdio da laSexta , “um tributo de submissão”.
Mas o momento mais marcante foi a forma absolutamente única como Rodríguez decidiu descrever a estética e o estilo de Trump: “Tem a Casa Branca como a cabeça de um rapper, não pode ser mais dourado!”.
Uma imagem inesperada, hiperbólica, mas que procura ilustrar aquilo que considera ser a ostentação desmedida e a teatralidade do poder sob o mandato de Trump. Para o académico, esta acumulação de gestos simbólicos, presentes luxuosos e um certo culto da personalidade representa muito mais do que excentricidade, é, nas suas palavras, “um reflexo do declínio das democracias”, perante o silêncio e até submissão de gigantes empresariais perante um líder populista.














