À conversa com Inês Caldeira

À Conversa ComNotícias
Maria João Lima
06/04/2017
10:51
À Conversa ComNotíciasTalking Brands
Maria Joao Lima
06/04/2017
10:51
Ines Caldeira
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Sustentabilidade e naturalidade têm impactado o negócio do Grupo L’Oréal a vários níveis, desde o desenvolvimento de produto aos Recursos Humanos. Inês Caldeira, CEO L’Oréal Portugal explica os trabalhos que têm sido feitos no nosso mercado.

Como é que a sustentabilidade tem vindo a marcar os trabalhos do Grupo?

Sustentabilidade é uma preocupação do Grupo há já vários anos mas tomou outra dimensão a partir de 2014. Há uma preocupação crescente dos consumidores, bem como dos nossos colaboradores e diferentes stakeholders que exigem uma posição do Grupo em relação a esta matéria. Por isso, assumimos de forma muito pública compromissos e metas ambiciosas até 2020.

Nomeadamente quais?

São quatro áreas: inovação sustentável, produção sustentável, desenvolvimento e impacto nas comunidades e a relação com os colaboradores. E é um plano que engloba as 30 marcas do Grupo.

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E quais são as metas ambiciosas?

A nível de produção queremos diminuir a nossa pegada ambiental com uma redução significativa da emissão do dióxido de carbono, com novas fábricas de biomassa; ao nível da inovação queremos que todas as nossas embalagens e os novos produtos sejam sustentáveis; ao nível das comunidades temos o programa “Embeleza o teu futuro” que tem a ver com a criação de emprego em Portugal nas comunidades mais desfavorecidas; e em relação aos colaboradores, tomamos uma série de medidas que colocam a L’Oréal como empresa cidadã que está de facto empenhada em contribuir positivamente no mercado português.

O orgânico e o bio também têm impactado em termos de desenvolvimento de produtos e, hoje, são várias as marcas do Grupo que estão alinhadas por esse posicionamento…

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Fizemos um estudo em Portugal com cerca de 600 pessoas e vemos uma tendência muito interessante: 70% dos consumidores em Portugal tem já consciência sustentável e uma preocupação com a naturalidade. Dessas pessoas, apenas 15% compram activamente este tipo de produtos, mas 45% dizem que o querem começar a fazer num futuro próximo.  Vemos uma clara diferença nos mais jovens, que exigem às marcas um comportamento responsável porque eles próprios, enquanto cidadãos, quem consumi-los. É uma grande vaga que está a chegar em cheio a Portugal.

A barreira é o preço?

A barreira é o preço e algum mito entre a eficácia, a cosmeticidade e a naturalidade!

Texto de M.ª João Vieira Pinto




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