Criador do aspirador Roomba lança robô de peluche que promete “ler emoções” humanas

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06/05/2026
16:10
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06/05/2026
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O criador do aspirador robótico Roomba, Colin Angle, apresentou um novo protótipo de robô denominado Familiar, concebido como uma espécie de “animal de estimação robótico” com capacidade de interação emocional com humanos.

O dispositivo encontra-se ainda em fase inicial de desenvolvimento e apresenta um design pouco convencional, com aparência suave e esponjosa, semelhante a uma ovelha. O objetivo passa por criar uma ligação afetiva com o utilizador, indo além das funções tradicionais da robótica doméstica.

De acordo com a descrição do projeto, o Familiar integra conceitos de chamada “inteligência emocional”, sendo capaz de interpretar o tom de voz, a linguagem corporal e sinais de estado de espírito do utilizador. O robô ajusta o seu comportamento em função dessas leituras, respondendo de forma proativa em vez de apenas executar comandos diretos.

O sistema está igualmente a ser desenvolvido para reconhecer diferentes pessoas e adaptar a sua interação consoante o contexto, o que o posiciona entre um assistente doméstico e um companheiro interativo.

Na apresentação do conceito, Colin Angle afirmou que o objetivo é redefinir a forma como os utilizadores interagem com máquinas, criando uma relação que vá além da utilidade funcional. A intenção passa por desenvolver dispositivos capazes de transmitir uma sensação de cuidado e presença emocional.

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A aposta neste tipo de tecnologia surge num contexto de crescimento acelerado do setor da robótica. Segundo dados da plataforma estatística Statista, o mercado global deverá atingir cerca de 125 mil milhões de dólares em 2026, podendo chegar aos 416 mil milhões de dólares até 2035.

A Federação Internacional de Robótica (IFR) estima ainda a instalação de cerca de 700 mil novos robots em 2026, um valor que poderá superar o recorde registado em 2024.

De acordo com dados do portal Merca20, a tendência aponta para uma crescente aposta em dispositivos com maior componente emocional e de interação personalizada, refletindo uma mudança na forma como a tecnologia é integrada no quotidiano.

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