Já abriu portas o novo AP Aeroporto Porto, uma unidade de quatro estrelas que se posiciona como um hotel de aeroporto e que marca a entrada do Grupo AP Hotels & Resorts na cidade portuense.
O Grupo AP Hotels & Resorts começou o ano de 2026 com um reforço da sua presença no território nacional, ao anunciar a abertura do AP Aeroporto Porto, o seu primeiro hotel na cidade Invicta. Um investimento estratégico para o grupo, ou não tivesse esta unidade de quatro estrelas uma localização privilegiada, a apenas 500 metros – ou cinco minutos a pé – do Aeroporto Francisco Sá Carneiro.
Devido à sua proximidade à infra-estrutura aeroportuária, o AP Aeroporto Porto, que conta com um total de 64 quartos e suítes, posiciona-se como um hotel pensado para quem valoriza conforto, conveniência e tranquilidade, seja antes ou depois de um voo. Por isso, oferece um serviço de shuttle 24 horas de e para o aeroporto, além de um conjunto alargado de serviços, tais como: oferta de tarifas day use, serviço de parking para hóspedes e não hóspedes, restaurante bar e duas salas de conferências. Já o pequeno-almoço é servido entre as 4h e as 10h, adaptando-se às necessidades de diferentes viajantes.
A “aterragem” do Grupo AP Hotels & Resorts no Porto resulta da aquisição do antigo OPO Hotel Porto Aeroporto, que, entretanto, foi alvo de um rebranding. A nova unidade hoteleira já está, assim, completamente integrada no portefólio da marca e em pleno funcionamento, garantindo os mesmos padrões de qualidade, hospitalidade e serviço que caracterizam a AP Hotels & Resorts. «Já efectuámos várias alterações na unidade, nomeadamente a nível de conceitos de Food & Beverage (F&B), como uma nova carta de restaurante e de bar com oferta de opções mais light. Estamos a estudar a possibilidade de criação de um ginásio e de uma zona húmida de relaxamento.
Apesar de as estadias serem maioritariamente curtas, queremos que o cliente se sinta confortável», afirma Emanuel Freitas, director-geral do Grupo AP Hotels & Resorts.
Com esta operação, a cadeia hoteleira, detida pelo Grupo Madre, amplia o número de unidades para 10, espalhadas por todo o território nacional: duas na região Norte, em Viana do Castelo e agora no Porto; duas no Alentejo; e seis no Algarve. «É estratégico para o Grupo AP Hotels & Resorts aumentar a distribuição territorial e a zona Norte era um alvo há muito definido. Depois da aposta ganha com o AP Dona Aninhas, em Viana do Castelo, que o grupo considerava reforçar a presença no Norte do País, nomeadamente no Porto. Surgiu esta oportunidade de considerarmos uma unidade junto ao aeroporto, com boa reputação, boas instalações e serviços», frisa Emanuel Freitas. «Considerando que temos já no Grupo AP Hotels & Resorts boas dinâmicas de gestão de hotéis de cidade, como, por exemplo, o AP Dona Aninhas, o AP Sines Costa Alentejana e o AP Eva Senses, em Faro, temos um bom ponto de partida e um know-how que nos ajudarão a tornar a gestão desta nova unidade um sucesso», acrescenta.
Proximidade e conveniência
Pela sua localização ímpar, o AP Aeroporto Porto posiciona-se como um hotel de aeroporto, sendo especialmente vocacionado para viajantes com voos muito cedo ou muito tarde, que procuram sobretudo estadias curtas na Invicta.
Devido a este posicionamento, o Grupo AP Hotels & Resorts espera que a operação tenha um peso significativo de hóspedes internacionais. «O aeroporto do Porto tem vindo a registar um crescimento no número de passageiros, tanto de dentro como de fora da Europa, graças à expansão de rotas e maior conectividade aérea nos últimos anos. Ou seja, temos as bases para aumentar o número de clientes que chegam ou partem da cidade do Porto, especialmente aqueles que valorizam a facilidade logística», frisa Emanuel Freitas. «O AP Aeroporto Porto pode, pois, ser uma escolha natural para clientes em trânsito, que pretendem uma estadia em hotéis junto ao aeroporto para descanso prático e para evitar deslocações ao centro da cidade», reitera.
Não obstante, o grupo hoteleiro tem a ambição de atrair para esta unidade outros segmentos de mercado, nomeadamente clientes do segmento de turismo de negócios, corporativo e de reuniões, que tenham necessidade de ficar hospedados próximos do aeroporto. Ou não disponibilizasse o AP Aeroporto Porto duas salas de conferências de média dimensão, com capacidade para 20 a 30 pessoas. «Este segmento será uma aposta clara. Temos como objectivo uma diversificação dos canais de venda desta unidade que, até agora, foi muito focada no segmento online. Pretendemos uma nova dinâmica comercial, onde se destaca a maior exposição e contratação na componente corporate & empresas», salienta o director-geral do Grupo AP Hotels & Resorts.
Ainda na vertente comercial, o AP Aeroporto Porto irá beneficiar da uma plena integração no Grupo AP Hotels & Resorts e, como tal, do plano de vendas e marketing definido para o grupo. «A unidade vai passar a ser considerada nas muitas acções comerciais que realizamos dentro e fora da Europa e irá conferir-lhe uma grande visibilidade junto de novos parceiros. Estamos certos que as sinergias decorrentes da integração desta nova unidade trarão novos clientes, em diversos segmentos», acrescenta o responsável.
2025: Um ano de recordes
A inauguração do AP Aeroporto Porto, logo no arranque do ano, deu seguimento à boa dinâmica do Grupo AP Hotels & Resorts, que registou em 2025 o seu melhor ano de sempre. «Conseguimos superar os nossos objectivos globais de facturação e os principais KPI, como ADR (tarifa média diária), taxas de ocupação, facturação e EBITDA, foram alcançados. Contámos com um mix de venda bem largo e assente em vários pilares: MICE, online, corporate e tour operação», refere Emanuel Freitas.
Em termos de mercados emissores, os números do grupo mostram que «o mercado nacional teve um muito bom comportamento, ao contrário do que se chegou a pensar», enquanto o grupo também registou uma boa performance nos seus principais mercados externos, com destaque para o Reino Unido e para o mercado alemão – especialmente nas unidades do Algarve. «Além disso, mercados como o polaco revelaram números muito positivos. E o mercado norte-americano (EUA e Canadá) foi também uma boa surpresa para algumas das nossas unidades de cidade», explana o responsável.
Entre o final do ano passado e o início deste ano, o Grupo AP Hotels & Resorts apostou ainda na renovação de diversas unidades hoteleiras, com o intuito de qualificar a sua oferta. Neste âmbito, destacam-se as intervenções no cinco estrelas AP Lago Montargil Conference & SPA, onde recentemente foram adicionados mais quartos – e mais modernos. Ainda nesta unidade hoteleira, o grupo realizou um investimento importante na renovação completa do Spa, que apresenta agora novas salas de massagem, uma piscina interior renovada e novos jacuzzis. Além disso, criou um ginásio de raiz, totalmente equipado com máquinas de última geração, e apostou em duas novas salas de conferência.
A par desta unidade, o AP Adriana Beach Resort, na praia da Falésia, em Albufeira, também mereceu um importante investimento, tendo sido alvo de uma renovação total, tanto do restaurante principal, como de um dos restaurantes temáticos, o Grill. Por seu turno, «o AP Eva Senses, em Faro, está a receber um importante investimento. Depois de termos adicionado um novo Spa e piscina interior no final de 2025, estamos a avançar com a renovação total da piscina exterior e do rooftop, um projecto muito importante e que vai conferir uma zona muito premium de descanso e lazer. Além disso, o hotel passa a apresentar um novo restaurante e conceito: o Adão Bistro Bar, onde se destaca uma fantástica esplanada sobre a marina de Faro», revela o director-geral do grupo.
E quanto a perspectivas para 2026? «Estamos cautelosos, pois sentimos que a procura está um pouco mais lenta, mas importa referir que não antevemos quebras, mas sim vendas mais irregulares e menos previsíveis. Ou seja, em vez de reservar com antecedência, muitos clientes estão a decidir mais tarde, comparam mais, aguardam por promoções, por estabilidade financeira e/ou política. Tudo isto cria a sensação de que as vendas estão mais lentas, quando na verdade estão mais concentradas em “cima da data”. Pensamos que vai ser um ano positivo, mas mais desafiante», vaticina Emanuel Freitas.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “Turismo”, publicado na edição de Fevereiro (n.º 355) da Marketeer.














