história de Bob Coveiro, o cão que passou 10 anos ao lado do túmulo do seu dono no cemitério de São Paulo, tornou-se inspiração para uma nova lei no Brasil que permite que animais de estimação sejam enterrados junto das suas famílias.
Conhecido como “Bob Coveiro” devido à sua presença constante em funerais e túmulos, o cão conquistou a simpatia de todos os visitantes, tornando-se figura icónica do cemitério. Após a sua morte em 2021, vítima de atropelamento, Bob foi sepultado junto do seu dono, escreve a BBC.
A legislação, agora em vigor, reconhece oficialmente o vínculo emocional entre humanos e animais de companhia. O deputado Eduardo Nóbrega, responsável por uma das propostas da lei, escreveu nas redes sociais: “O que começou como uma história de amor e lealdade transformou-se numa política pública.”
Bob tornou-se famoso por não querer deixar o cemitério, mesmo quando familiares tentaram levá-lo para casa. A associação de proteção animal Patre contou que o cão acompanhava procissões fúnebres e alegrava os enlutados, muitas vezes brincando com a sua bola preferida. A organização promoveu ainda uma campanha para erguer uma estátua em sua memória.
A Lei Bob Coveiro permite que cães e gatos sejam sepultados junto das famílias em cemitérios brasileiros, desde que cumpram normas sanitárias e procedimentos definidos pelos serviços funerários locais.
“Quem já perdeu um animal de estimação sabe que não é apenas um animal, é família. Esta lei reconhece esse vínculo e garante mais respeito na despedida. O amor não termina com o adeus”, afirmou Nóbrega.
Com cerca de 160 milhões de animais de companhia, o Brasil é o terceiro país do mundo com maior população de pets, segundo o Instituto Pet Brasil.














