O TikTok, agora sob nova gestão nos Estados Unidos, está a recolher mais informações sobre os utilizadores, incluindo a localização física, a atividade online e o que carregam na inteligência artificial da aplicação. Especialistas ouvidos pela fastcompany alertam para a necessidade de cuidados adicionais de privacidade.
As operações norte-americanas do TikTok passaram recentemente para uma sociedade conjunta com maior controlo americano, pondo fim ao debate sobre uma possível proibição da aplicação nos EUA. Isto garante que a aplicação continuará a funcionar no país, mas também significa que a recolha de dados será mais extensa do que antes.
Durante anos, sucessivos governos norte-americanos consideraram o TikTok uma ameaça à segurança nacional, devido à quantidade de dados que recolhia. Apesar de todas as redes sociais recolherem informações dos utilizadores, o receio sobre o TikTok prendia-se com o facto de a aplicação pertencer à chinesa ByteDance.
Agora, com os novos proprietários – Larry Ellison (Oracle), a empresa de private equity Silver Lake e o grupo de investimento dos Emirados MGX – a política de privacidade mudou. A aplicação pode recolher dados de localização precisa ou aproximada sempre que o utilizador ativa os serviços de localização no dispositivo.
Permitir que a aplicação aceda à localização pode tornar o conteúdo mais relevante, mostrando eventos e publicações próximas, mas especialistas avisam que não é necessário que o TikTok conheça a posição exata do utilizador, que revela a sua localização com grande detalhe.
Quem se preocupa com a privacidade deve rever as definições de localização no dispositivo e na própria aplicação, limitando o acesso a informações que não sejam essenciais.














