O mito do Pai Natal: como a Coca‑Cola popularizou, mas não inventou, o ícone do Natal

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16/12/2025
17:00
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É um mito persistente: a Coca‑Cola terá “inventado” o Pai Natal. Apesar de ser amplamente divulgado, a história é mais complexa do que parece. A figura que conhecemos hoje, de homem robusto, de barba branca e vestido de vermelho e branco, tem raízes históricas que precedem em muito qualquer campanha publicitária.

A origem do Pai Natal remonta a São Nicolau de Mira, refere a exame, um bispo do século IV, famoso pela sua generosidade para com crianças e pobres. Ao longo dos séculos, esta figura evoluiu, incorporando tradições de várias culturas, desde festividades nórdicas a celebrações europeias de Inverno. No século XIX, artistas americanos, como o cartunista Thomas Nast, começaram a consolidar traços que hoje associamos ao Pai Natal: a silhueta rechonchuda, a barba branca e o espírito benevolente. Estas representações já incluíam tons de vermelho, embora não de forma tão uniforme ou padronizada como conhecemos atualmente.



Foi apenas nos anos 1930 que a Coca‑Cola entrou nesta narrativa. A marca, à procura de campanhas de Natal cativantes, recorreu ao ilustrador Haddon Sundblom, que criou imagens calorosas e familiares do Pai Natal, com bochechas rosadas, sorriso amigável e roupa vermelha e branca. Estas ilustrações, publicadas em revistas e cartazes, popularizaram globalmente a imagem moderna do personagem, mas não a inventaram.

Sundblom e a Coca‑Cola consolidaram um ícone cultural que rapidamente se tornou referência, mas é importante sublinhar que a essência do Pai Natal já existia. A publicidade apenas lhe deu visibilidade massiva, especialmente nos Estados Unidos, e ajudou a fixar a estética que hoje todos reconhecemos.

Em suma, a Coca‑Cola não criou o Pai Natal, mas foi decisiva na difusão da imagem moderna. O mito, embora enganoso, continua a fascinar e a ser repetido, demonstrando o poder duradouro da publicidade sobre a cultura popular. O Pai Natal que conhecemos é, assim, fruto de séculos de tradição, reinterpretado e popularizado por uma marca que soube capturar o espírito do Natal para o século XX e além.




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