Temu e Shein: estudo revela que quase 70% dos produtos testados são inseguros

Notícias
Marketeer com DECO
14/12/2025
11:00
Notícias
Marketeer com DECO
14/12/2025
11:00
Partilhar

Um estudo da DECO PROteste, em colaboração com outras organizações europeias de consumidores, concluiu que quase 70% dos produtos adquiridos nas plataformas Temu e Shein não cumprem as normas de segurança da União Europeia. Foram analisados 162 artigos, divididos em três categorias: brinquedos para crianças com menos de 3 anos, colares e carregadores USB.

Os testes realizados em 54 brinquedos revelaram problemas graves, como peças pequenas que se soltam, ventosas com risco de aspiração, formatos perigosos e som excessivamente alto. Alguns brinquedos continham níveis elevados de químicos tóxicos, incluindo formaldeído até cinco vezes acima do permitido e nonilfenol etoxilatos quatro vezes acima do limite legal, substâncias classificadas como carcinogénicas e disruptores endócrinos. Falhas elétricas e rótulos incorretos completam o quadro preocupante.

No caso dos carregadores USB, apenas dois dos 54 testados cumpriram os padrões de segurança. Muitos apresentaram falhas mecânicas, elétricas e de rotulagem, incluindo sobreaquecimento superior a 100ºC, com risco elevado de incêndio.

A análise aos colares identificou metais tóxicos, como cádmio e níquel, acima dos limites legais em diversos produtos. Em alguns casos, os valores de cádmio eram até 8.500 vezes superiores ao permitido.

A DECO PROteste alerta que os preços baixos praticados por estas plataformas muitas vezes refletem ausência de controlo de qualidade e incumprimento das normas de segurança. A organização exige que as autoridades europeias reforcem a fiscalização do comércio online e apliquem sanções sempre que produtos perigosos forem identificados.

Continue a ler após a publicidade

Os consumidores devem estar cientes dos riscos, especialmente ao adquirir produtos infantis, bijuteria e equipamentos eletrónicos, e privilegiar sempre lojas que garantam conformidade com as normas europeias de segurança.




Notícias Relacionadas

Ver Mais