Depois de mais de duas décadas a marcar presença na noite algarvia, o 7 Café, fundado por Luís Figo e Paulo “China” Tong na Marina de Vilamoura, encerrou oficialmente a sua atividade. O espaço tornou-se, desde 1998, num dos pontos de encontro mais exclusivos do Algarve, frequentado por figuras do futebol, empresários, políticos e celebridades nacionais e internacionais.
O encerramento não está ligado a questões financeiras. Segundo os proprietários, a decisão partiu de motivos pessoais. “As minhas filhas e as filhas do Luís Figo não queriam o espaço. Ele tem os seus negócios e eu precisava de descansar”, explicou Paulo China ao Correio da Manhã, acrescentando que a sua saúde ficou fragilizada após complicações relacionadas com a Covid-19.
O espaço será agora vendido à gestora de fundos Arrow Global, que já detém campos de golfe e hotéis na região. Ainda não se sabe qual será o novo conceito a ser implementado, mas a reabertura do local está prevista ainda para este mês.
A história do 7 Café começou com a união entre o antigo Clube Náutico, gerido por Paulo China, e o investimento do então jogador do Barcelona, Luís Figo. O conceito rapidamente se transformou numa “bola de neve”: os jogadores traziam colegas, amigos e figuras públicas, tornando o espaço num verdadeiro centro de socialização, onde se misturavam lazer, negócios e cultura pop.
Durante os anos 90 e 2000, o 7 Café foi palco de encontros discretos entre ministros, presidentes de câmaras e outros decisores políticos. Nomes como Santana Lopes, Narciso Miranda, Fernando Gomes e Silva Peneda passaram por ali, muitas vezes fora do radar mediático.
Mas para além da notoriedade, havia um elemento que definia a alma do espaço: Paulo China. Mais do que um gestor, era o anfitrião incansável, conhecido pela atenção ao detalhe e pela capacidade de antecipar as necessidades dos clientes. “No final do dia, não era só o restaurante. Era tratar das pessoas, das famílias, das festas. O telefone não parava de tocar no verão”, recorda.
Com o encerramento do 7 Café, termina um capítulo importante na história da restauração e da vida noturna no Algarve. Um espaço que foi, durante mais de 25 anos, mais do que um bar ou restaurante: foi uma verdadeira instituição de convívio e influência.














