A funcionalidade Mensagens, recentemente introduzida pelo Spotify para facilitar a partilha de músicas, audiolivros e podcasts dentro da própria aplicação, tem levantado preocupações relativas à privacidade dos utilizadores. Embora a plataforma assegure que os utilizadores mantêm controlo sobre quem pode enviar-lhes mensagens, o processo de partilha pode revelar inadvertidamente o perfil pessoal.
De acordo com relatos em comunidades online, a lista de amigos sugeridos na função Mensagens baseia-se em músicas previamente partilhadas fora do Spotify, por exemplo, através de aplicações como o WhatsApp. Esta associação é possível porque cada música partilhada gera uma URL de rastreamento diretamente ligada à conta do utilizador, permitindo identificar o seu perfil e possibilitando o envio de mensagens sem consentimento prévio.
Esta funcionalidade pode expor o nome de utilizador e informações associadas, sem que o utilizador esteja ciente do alcance dessa exposição. Apesar das políticas do Spotify que visam garantir a segurança e o controlo de conteúdos, a nova forma de partilha apresenta um desafio em termos de proteção da privacidade.
Para profissionais de marketing, esta situação evidencia a crescente complexidade das plataformas digitais na gestão da privacidade e da comunicação entre utilizadores. A introdução de funcionalidades sociais deve ser acompanhada por estratégias claras de comunicação e transparência, para assegurar a confiança dos utilizadores e evitar impactos negativos para a reputação da marca.














