À medida que o mercado de revenda de luxo continua a crescer a um ritmo acelerado e as peças vintage ganham novo prestígio cultural, os profissionais da moda enfrentam um desafio cada vez mais complexo: a proliferação de falsificações sofisticadas.
A equipa da Messina Hembry, habituada a avaliar milhares de peças de arquivo, partilha seis dicas fundamentais para detetar falsificações, algumas tão subtis quanto intencionais.
1. Toque antes de comprar
O luxo é, acima de tudo, sensorial. Tecidos autênticos revelam-se ao toque: cashmeres que não criam borboto, sedas que resistem a enganchamentos e algodões com estrutura e durabilidade. Já as falsificações tendem a usar misturas sintéticas, mais leves, brilhantes ou com textura artificial. O couro, um dos materiais mais copiados, deve apresentar grão irregular e toque suave.
Sugestão: Visite lojas físicas de segunda mão e familiarize-se com os tecidos reais de peças dos anos 80 e 90. Online? Peça sempre fotos em close-up dos materiais.
2. Costuras e acabamentos: o detalhe não mente
Mesmo sem formação em alfaiataria, é possível detetar erros básicos de construção. Fios soltos, costuras desalinhadas, etiquetas mal cosidas ou com cola visível são sinais de alarme. Marcas de luxo são meticulosas: os fechos são pesados e suaves ao toque e os botões podem incluir gravações subtis. O forro interior deve ter tanta atenção ao detalhe quanto o exterior.
3. Logos também enganam
Os logótipos falsificados evoluíram. Mas o problema agora está nos detalhes: bordados ligeiramente desfocados, desalinhamento milimétrico ou espaçamento imperfeito podem denunciar um produto contrafeito.
Compare sempre com imagens do arquivo da própria marca ou com fontes oficiais. E atenção: um vendedor que evita responder a questões detalhadas é, por si só, um alerta.
4. A etiqueta invisível: o rótulo de cuidados
Pouco glamorosa mas extremamente reveladora, a etiqueta de cuidados pode ser o maior indício de falsificação. Ausência de país de origem, erros ortográficos, códigos de produto em falta ou texto desalinhado devem levantar suspeitas. Em peças vintage anteriores aos anos 80, a ausência pode ser justificada, mas para qualquer artigo contemporâneo, esta etiqueta é obrigatória.
5. Tamanhos que batem certo
As marcas de luxo seguem padrões de corte rigorosos. Se uma peça marcada como EU38 veste como um UK10 no tronco e um UK14 nos braços, algo não bate certo. Também é importante verificar se o estilo da etiqueta corresponde ao que a marca usava no período indicado.














