A Delta Cafés e a Fundação Champalimaud estabeleceram uma parceria científica que pretende investigar a relação entre o consumo de café e o cancro da mama, numa iniciativa que junta indústria e investigação médica num projeto inédito em Portugal.
O acordo prevê o lançamento de uma nova linha de investigação na Unidade da Mama da Fundação Champalimaud, totalmente financiada pela Delta Cafés, com o objetivo de estudar o impacto do café na prevenção da doença, na resposta aos tratamentos e na sobrevivência das doentes.
A iniciativa parte de uma questão ainda em aberto na comunidade científica: poderá o consumo de café ter efeitos relevantes na evolução do cancro da mama?
A investigação irá analisar compostos presentes no café — como cafeína, polifenóis e antioxidantes — e o seu potencial impacto em diferentes dimensões da saúde, incluindo qualidade de vida, fadiga e resposta terapêutica.
Embora existam já estudos que sugerem possíveis associações positivas, a Fundação Champalimaud sublinha que a evidência científica ainda é limitada, justificando a necessidade de investigação aprofundada e estruturada.
A Delta Cafés assume o financiamento total do programa, reforçando a sua aposta em investigação científica em Portugal e o papel do setor privado no avanço do conhecimento médico.
A presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, destaca o contributo da empresa:
“A generosidade da Delta Cafés e da família Nabeiro constitui um exemplo de solidariedade com futuro. Todos somos poucos na procura de novos caminhos no combate a esta doença.”
Do lado da Delta Cafés, o CEO do Grupo Nabeiro, Rui Miguel Nabeiro, sublinha que a iniciativa reflete uma visão de longo prazo da empresa:
“O café faz parte da vida das pessoas. Queremos compreender melhor o seu papel na saúde e no bem-estar. Uma empresa que não investe em ciência não está preparada para o futuro.”
O responsável reforça ainda que a parceria não se limita ao produto em si, mas ao impacto mais amplo que o café pode ter na vida das pessoas.













