Gelado especiais ou latte com sabor a porco: como Starbucks, Häagen-Dazs e McDonald’s tentam seduzir a China

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Marketeer
17/06/2025
14:03
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O mercado de consumo na China, outrora terra de oportunidade para marcas premium ocidentais como Häagen-Dazs e Starbucks, está a entrar numa nova fase de maturidade. Segundo o jornal Cinco Días, várias multinacionais estão a reavaliar a sua presença no país, perante uma conjuntura económica desafiante, concorrência local crescente e mudanças nos hábitos dos consumidores chineses.

A General Mills, proprietária da Häagen-Dazs, estuda a venda das mais de 250 lojas da marca na China. A Starbucks, que já conta com mais de 7.750 pontos de venda no país, também está a sondar o mercado para uma possível alienação. Já a Decathlon iniciou um processo para vender cerca de 30% do seu negócio chinês.

Apesar da pressão por se destacarem num contexto de incerteza económica, as marcas internacionais mantêm o interesse estratégico na China e procuram soluções como a entrada de parceiros locais ou reestruturações de capital. “Identificar parceiros chineses com competências, tecnologia e capital é uma forma de localização”, explicou Richard Wong, da Morgan Stanley, ao Cinco Días.

Empresas como Starbucks e McDonald’s têm vindo a adaptar os seus produtos às preferências locais. Isso implica inovações que certamente chamam a atenção, numa tentativa de manter a relevância num mercado cada vez mais exigente.

No que diz respeito ao Starbucks, a aposta é o latte com sabor a porco braseado, uma bebida que mistura café com notas inspiradas na culinária tradicional chinesa. Esta inovação gerou buzz nas redes sociais, sendo tanto elogiada como criticada. Além disso, a marca começou a baixar os preços das bebidas mais populares na China, como os frappuccinos e os chás, em contraste com a sua política de preços nos EUA, onde está a simplificar o menu e a apostar em bebidas de maior valor. Investimento em bebidas e ofertas exclusivas para datas como o Ano Novo Lunar, incluindo designs temáticos e sabores tradicionais chineses têm sido também a chave.

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A Häagen-Dazs tem apostado em gelados com sabores locais, como o gelado de Bolo Lunar adaptado para o Festival do Meio Outono, com sabores e formas que remetem aos famosos mooncakes, ou combinações exóticas com ingredientes como chá verde matcha, feijão vermelho, lichia ou sésamo preto.

O McDonald’s também adaptou o menu ao paladar chinês com Congee (sopa espessa de arroz) ao pequeno-almoço e hambúrgueres com fiambre e molhos locais, além de edições especiais durante festivais locais, por exemplo, ingredientes como ovo centenário ou molho de ameixa.

Já a Decathlon, embora não opere no setor alimentar, procurou adaptar o portfólio de produtos e experiência de loja com parcerias locais para adaptar o design dos produtos às preferências dos consumidores chineses, tecnologia nas lojas físicas, como provadores interativos e apps de personalização, ou apoio a desportos emergentes na China como badminton, tai chi ou desportos de inverno (em alta após os Jogos Olímpicos de Pequim).

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No entanto, para especialistas como Chen Jie, da China International Capital Corporation, “as multinacionais têm de desenvolver estratégias verdadeiramente locais para sobreviver e prosperar”.

 

 

 

 

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