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Criativos de qualidade e os benefícios para o cliente

NotíciasOpinião
Marketeer
17/12/2021
09:00
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17/12/2021
09:00
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Por Pepa Rojo, Creative strategist da Meta em Portugal e Espanha

2021 foi dominado pelos desenvolvimentos da era Covid, mas outra dinâmica potencialmente transformadora emergiu tão silenciosamente, quase  como um segredo: alguns criativos perceberam que podem poupar dinheiro aos clientes. E sem cobrar mais, apenas a fazer um produto melhor. Um bom criativo pode oferecer ao cliente uma poupança efectiva no seu plano para uma negociação de media com impacto e em grande escala. Esta é uma óptima notícia para uma área que geralmente está associada a grandes custos. Afinal, os media normalmente representam 80% do custo total de publicidade. Se o trabalho criativo pode ajudar a poupar nesse valor, é evidente que se trata de uma solução marcante.

Houve um tempo – vamos chamá-lo de Broadcast Age – em que os principais criativos se podiam dar ao luxo de esquecer a arte do planeamento de media. No caso de uma peça de  TV ou de media impresso, a visibilidade dependeria inteiramente de quão bem o orçamento para media foi utilizado e também das condições comerciais negociadas pela agência. Efectivamente, os media não precisavam de prestar muita atenção ao criativo – e o sentimento era mútuo. Contando que a agência de media partilhasse uma lista de activos necessários, apresentando informação sobre as dimensões, os media e o criativo podiam trabalhar de forma independente. Uma época mais simples.

Esta situação mudou ligeiramente no início da era digital, quando o alcance de grandes trabalhos criativos podia ser impactado pelos ventos do efeito “viral”, sendo amplamente partilhado de forma gratuita na Internet; o fenómeno do ‘earned media’ foi aproveitado pela indústria criativa como forma de demonstrar que o brilho do seu produto poderia poupar ao cliente a necessidade de pagar pelo espaço. Um conjunto de grandes ideias criativas vistas alguns milhões de vezes criou a impressão inútil de que o fenómeno era mais comum do que realmente era – todos nós vimos, ou escrevemos, briefings a pedir algo ‘viral’. E a quantidade e velocidade crescente de conteúdo levaram ao ecossistema de publicidade que temos hoje.

Será que os dias de earned media acabaram? Se está à procura de um hit ‘viral’, então sim, esta é provavelmente a década errada para escrever esse briefing. Mas se está a tentar provar que o seu criativo pode ganhar a sua própria visibilidade, nunca existiu uma época melhor: ao contrário do mundo altamente imprevisível do viral, agora é possível ter o controlo sobre a entrega da sua mensagem e um bom criativo é a alavanca certa.

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O principal componente de tudo isto é o preço de media. Uma plataforma como o Facebook não tem preços fixos ou negociados de CPM (custo por mil impressões), mas funciona através de um sistema de leilão reverso que não vende para o licitante mais alto, mas sim para o melhor desempenho. O princípio-chave por detrás disto é o seguinte: é do interesse do Facebook veicular o mais relevante anúncio para as pessoas porque tem uma melhor possibilidade de uma resposta e diminui a probabilidade de as pessoas deixarem a aplicação. Quando uma mensagem criativa produz efeito junto do público correcto, pode reduzir o custo pago para entregar as impressões.

Pondo as coisas de forma mais simples: faça mais coisas, o algoritmo adora.

Torna-se ainda mais apelativo para os criativos quando olham para as opções e tabelas de preços disponíveis. Existem opções como o in-stream para garantir que o utilizador assiste ao anúncio até o fim, e outras que são mais fáceis de ‘saltar’, como os anúncios no Feed e nas Stories. Como se pode imaginar, o antigo estilo TVC da experiência de visualização (que não permite “saltos”) tem um preço a pagar dado que – alerta spoiler – muitas pessoas não querem assistir a publicidade. Obviamente, os anunciantes estão a demonstrar um elevado interesse no modelo in-stream, pois protege o anúncio de interrupções, mas os melhores criativos viram uma oportunidade: se o criativo conseguir um imediatismo brutal no canal de Feed/Stories, então a campanha funcionará bem em qualquer canal, inclusivamente em canais mais baratos. Um criativo mais forte sai mais barato – é essa ideia que definirá a eficácia no marketing ao longo do próximo ano.

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Resumindo, os clientes devem investir mais nos seus criativos para que paguem menos pelos resultados das suas campanhas. Aqui ficam mais algumas dicas:

  • You get what you brief. Ou seja, se não for feito correctamente o briefing com o resultado/objectivo que se pretende, então não será um sucesso. Comece por: ‘o que queremos que as pessoas façam/pensem?’ – esta é a pergunta de ouro para qualquer campanha no Facebook;
  • Avaliar a tarefa de comunicação. Uma campanha de awareness deve ser curta e impactante ou com profundidade e detalhe? Para a primeira opção, o plano pode direccionar-se para Feeds/Stories, enquanto o segundo precisa de in-stream. Execute a campanha e compare o desempenho de ambas as abordagens de media;
  • Testar continuamente. Cada campanha e contacto é uma oportunidade para se aprender, mas o maior erro é testar muitas variáveis ​​de uma só vez. Deve conhecer o desconhecido que está a procurar resolver e esta deve ser a única variável na configuração da sua campanha;
  • Elaborar a métrica para a campanha e avaliar o custo por resultado. Portanto, se se tratar de um aumento de recall de anúncio, é possível calcular um custo por utilizador aumentado como parte integrante do seu estudo de aumento de marca – um verdadeiro indicador para a eficácia criativa da sua campanha.



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