80% dos profissionais de cinema não pode recorrer a apoios do Estado

Um inquérito realizado pela Academia Portuguesa de Cinema (APC) revela que 80% dos profissionais confirma ter a sua retribuição com base em recibos verdes (65%) ou similares (15%), Isso significa que não podem recorrer a nenhum dos apoios desenhados pelo Governo até ao momento.

Segundo a APC, que quis perceber o impacto da pandemia de COVID-19 no cinema português, a generalidade dos inquiridos confirmou também que tinha suspendido as rodagens, sendo as séries para televisão (39,4%) e as longa-metragens (35,4%) as produções mais afectadas. Publicidade também aparece na lista (18,9%).

Cerca de 30% não sabe se a actividade voltará ao normal após o fim do estado de emergência e 3% afirma que deixará de exercer funções no sector. Por outro lado, 57% planeia regressar ao trabalho.

Os resultados deste inquérito, realizado a partir da base de associados da APC, foram entregues à Presidência da República, à Secretaria de Estado da Cultura e ao ICA- Instituto do Cinema e Audiovisual. A associação propõe ainda um conjunto de medidas assentes em três pilares:

– Definição imediata de um Plano de Emergência que assegure a sobrevivência dos profissionais do cinema e audiovisual, para o qual a Academia Portuguesa de Cinema se disponibiliza a colaborar;

– Concurso relâmpago com verbas para iniciativas online e de burocracia mínima;

– Regresso às rodagens com equipas reduzidas e cuidados sanitários máximos.

Segundo a APC, o sector do cinema e do audiovisual emprega directa e indirectamente mais de 20.000 profissionais, entre actores, realizadores, guionistas, argumentistas ou técnicos de luz e som.

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