7 passos para a criação de uma estratégia de dados first-party

NotíciasOpinião
Marketeer
08/09/2023
07:48
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07:48
7 passos para a criação de uma estratégia de dados first-party

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Por Márcio Miranda, e-Commerce manager do Grupo Nabeiro

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No meu ponto de vista, uma das dores que os negócios encontram para uma correcta utilização dos dados passa pela ausência de um plano estruturado que permita compreender com clareza:

• Quais os dados a recolher;
• Como os recolher;
• Como os organizar;
• Que indicadores devem ser analisados para medir o seu sucesso;
• Como os vão capitalizar/activar.

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Num contexto de e-commerce, creio que uma das soluções a ter em mente passa por alinhar três perspectivas: a jornada de compra, a experiência do cliente e os objectivos do negócio. Até porque, no final do dia, devemos procurar assegurar que o negócio e as equipas estão focados nos dados que devem ter e não nos dados que seria “giro” ter.

Assim sendo, qual é a importância de uma boa estratégia first-party data?

Por um lado, já todos estamos a par do que vai acontecer com dados third-party e cookies third-party, como tal, convém começar a direccionar esforços para uma estratégia onde o seu negócio “controla” os dados. Além disso, apesar de relevantes, os dados third-party podem ser inconstantes e imprecisos, o que acaba por criar uma correlação menos positiva com as estratégias de optimização, quer dos orçamentos de marketing, quer das estratégias de conversão – já para não falar da experiência do utilizador, que pode sair beliscada.

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Quando falamos em dados first-party, estamos a referir-nos aos dados do nosso negócio, ou seja, informações dos nossos clientes que recolhemos através de consentimento directo e legal e que, trabalhado da forma correcta – e, mais uma vez, legal – nos permite criar uma relação personalizada, relevante e com valor agregado, o que, por consequência, trará seguramente mais receita para o canal.

Com vantagens claras ao nível de: compliance GDPR (Europa), CCPA (Califórnia), LGPD (Brasil), integridade de dados, optimização de custos, entre outros. De que forma é que as marcas podem captar dados para trabalhar uma estratégia first-party?

Ainda num contexto de e-commerce, eis alguns canais a considerar:

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• Loja online;
• Automação & e-mail marketing para a construção da sua base de dados;
• Programa de fidelização;
• O seu CRM;
• A app da sua marca;
• Activações que a marca realiza no offline, onde recolhe dados com consentimento;
• Inquéritos;
• Dados comportamentais em contexto de compra.

Com estes canais em mente, e olhando ao título deste artigo, deixo-lhe alguns passos para uma estratégia first-party:

1. Qual é o objectivo do seu negócio em termos de utilização dos dados? Este passo, apesar de clichê, determina o caminho para a criação de um plano com objectivos mensuráveis, dando-lhe a clareza de quais os dados a investir e as pessoas que devem estar envolvidas;

2. Qual é o stack de data que a sua empresa tem? Perceber quais são os data points do seu negócio permite-lhe avaliar os mesmos e documentá-los para que possa tomar as melhores decisões;

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3. Quem quer alcançar? Este ponto vai permitir que se debruce em compreender quem é a sua audiência, que segmentos pretende atrair para o seu negócio e qual é a sua persona, de acordo com a intenção de atrair, converter e fidelizar;

4. Qual a jornada do seu consumidor em loja? Aqui terá uma noção dos pontos de contacto e de que dados precisa de ter para, posteriormente, os activar num contexto mais personalizado;

5. Quais são as ferramentas que me podem suportar? De forma isolada, os dados não nos levam muito longe. Torna-se importante trabalhar na sua interpretação e deixar cair os silos que existem entre departamentos. Além disso, uma estratégia first-party não se deve focar, no meu entender, apenas no transacional, mas também criar uma correlação dos dados de forma integrada. É aqui que um CDP – Customer Data Platform -, pode ser útil ao permitir integrar de forma unificada os dados do seu CRM, ERP, redes sociais, Google Analytics entre outros, conseguindo assim a criação de audiências e profile de clientes, onde poderá trabalhar as mesmas de forma ultra refinadas na sua estratégia de performance ou automação de marketing.

6. Quais as estratégias a implementar? Com todos os pontos conectados é o momento de capitalizar a sua estratégia first-party: criar uma estratégia de marketing omnicanal, trabalhar melhor a recuperação de carrinhos abandonados, construir melhores jornadas de compra, potenciar a frequência de compra, criar programas de fidelização e estratégias de retenção são algumas das coisas “giras” que pode fazer.

Estes são alguns caminhos que o seu negócio pode seguir ao nível da criação de uma estratégia de dados first-party, de forma ter uma audiência qualificada, permitindo-lhe uma comunicação personalizada, aumentando a probabilidade de incrementar as vendas e, ainda mais interessante, rentabilidade e margens para a sua loja online.

Todavia, um ponto importante e em jeito de finalização: first-party data só é verdadeiramente relevante se a sua estratégia de utilização também o for. Nesse sentido, deve procurar recolher dados de forma correcta, trabalhar os mesmos, armazenar e partilhá-los de maneira a que toda a organização os possa consultar e beber insights que lhes sejam relevantes.

Em jeito de conclusão, deixo-lhe uma questão e um pensamento que podem servir de partida para a sua estratégia first-party. A questão é a seguinte: conseguem os meus clientes entender o valor agregado que o meu produto ou serviço lhes dá e sentirem-se seguros nesse processo ao ponto de me “confiarem” os seus dados?

Quanto ao pensamento, este prende-se com a reflexão sobre a forma como o seu negócio, após colectar este “ouro”, está a abordar temas críticos de uma estratégia first-party: data governance, consent management, gestão de cookies e privacidade online.

É que todas estas “variáveis” vão impactar seguramente os resultados do seu negócio, levando-o, muito provavelmente, a ter de calibrar a sua estratégia de e-commerce.

Boas vendas.






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