6 dicas para ser inteligente nas poupanças

À medida que o novo ano se inicia e a pensar nos objectivos de poupança dos portugueses, mas também na sua segurança financeira, a instituição financeira de pagamentos Nickel partilha seis dicas para simplificar os pagamentos e eliminar possíveis constrangimentos financeiros em 2024.

  • Investir em educação financeira

Quando se trata de organizar as finanças pessoais, o conhecimento revela-se como o principal aliado. Maiores níveis de literacia financeira permitem mesmo maiores níveis de poupança e de aplicação destas economias. E esta é uma preocupação que deve ser transversal a toda a família. Até mesmo junto das crianças é importante fazer esta sensibilização, através da gestão, pelas mesmas, da sua mesada, ajudando os mais novos na planificação dos seus gastos mensais, através de esquemas ou tabelas ilustradas e coloridas, que divirtam, mas também responsabilizem e sensibilizem os mais novos para o tema da gestão orçamental.

  • Poupar antes de pagar

Esperar pelo fim do mês para poupar o que sobra é a estratégia mais comum para a maioria das pessoas. No entanto, uma das melhores práticas de finanças pessoais é inverter a metodologia e poupar antes de gastar. Ou seja, estimar o valor de poupança adequado ao orçamento e separá-lo, logo no início do mês. Este valor deve permanecer separado do resto do dinheiro, especialmente do que é usado no dia-a-dia, para que não seja necessário recorrer ao mesmo.

  • Ter um orçamento mensal

Fazer um orçamento mensal ajuda a uma compreensão mais clara das receitas e despesas, identificando a origem e destino do dinheiro. O primeiro passo é listar as receitas mensais, englobando todas as fontes de rendimento e, em seguida, enumerar as despesas fixas e variáveis. Se o orçamento não for ajustado à realidade dos rendimentos, então existem duas soluções: reduzir os gastos ou aumentar os rendimentos.

  • Renegociar contratos e serviços

Existem vários serviços que impactam o orçamento familiar, desde as telecomunicações à energia, aos custos bancários, entre outros. É, por isso, necessário e aconselhável que seja feita uma listagem dos serviços utilizados, e das suas condições, e fazer uma comparação com outras oportunidades existentes no mercado, procurando assim garantir o melhor contrato e o que melhor corresponde às necessidades de cada cliente e família.

  • Fundo de Emergência

Manter reservas financeiras para lidar com adversidades é crucial em qualquer momento do ano. Situações como a avaria de electrodomésticos, obras inesperadas em casa ou perda de rendimentos são exemplos em que ter uma reserva financeira será extremamente útil. Isso garante que não será necessário recorrer a soluções de emergência, como o endividamento. O fundo de emergência deve ser equivalente às suas despesas mensais, cobrindo pelo menos um período de seis meses, idealmente um ano.

  • Poupar em custos administrativos

À medida que cresce o descontentamento dos portugueses com as comissões praticadas pelos bancos (cerca de 58,5%, segundo o estudo da Nickel com a DATA E), é possível encontrar alternativas que permitem uma poupança, como a mudança para bancos digitais onde estes valores não são praticados ou são mais acessíveis. Um estudo recente da Deco Proteste revelou que “em uma década, o custo anual de manter uma conta bancária aumentou de 89,69 euros para 131,85 euros, representando um aumento nas comissões de 47%”.

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