A Nivea, uma das insígnias mais emblemáticas da Beiersdorf, registou uma quebra significativa nas vendas no primeiro semestre de 2026, levando o grupo a anunciar um plano de recuperação com duração de 18 meses.
De acordo com os resultados agora divulgados, a faturação orgânica da marca caiu 6,8% entre janeiro e junho, fixando-se nos 2,7 mil milhões de dólares. Um desempenho que contrasta com o histórico da Nivea, que ao longo de décadas se afirmou como símbolo de consistência e força no mercado global de cuidados pessoais.
Perante este cenário, a Beiersdorf pretende reposicionar a marca e reforçar a sua competitividade em diferentes mercados e segmentos de consumidores, refere a imprensa internacional citando fontes da empresa.
Apesar da queda, a empresa aponta fatores externos e operacionais para justificar o desempenho, incluindo o arranque tardio da época de proteção solar na Europa, interrupções na cadeia de abastecimento e o impacto da instabilidade no Médio Oriente.
Ainda assim, o grupo prepara-se para introduzir novas inovações em todas as categorias e tornar a marca mais acessível, adaptando o portefólio às especificidades de cada mercado. Está também previsto um reforço do investimento em meios de comunicação em cerca de 100 milhões de euros na segunda metade do ano.
O abrandamento da Nivea surge numa altura em que outras áreas do grupo apresentam crescimento. A divisão dermatológica da Beiersdorf, que inclui marcas como a Eucerin e a Aquaphor, cresceu 7,8%, impulsionada pela inovação e pelo bom desempenho em mercados internacionais.
A estratégia agora apresentada implica custos adicionais e deverá ter impacto nos resultados a curto prazo, com a empresa a rever em baixa as suas previsões financeiras.












