Como destruir a reputação de uma marca em 30 segundos: o caso do anúncio da Ring durante o Super Bowl

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19/02/2026
15:30
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O anúncio da Ring durante o Super Bowl, intitulado “Search Party”, provocou uma reação inesperada: milhares de consumidores desligaram ou destruíram as suas câmaras inteligentes. A campanha, que pretendia mostrar como a tecnologia da Ring ajuda a encontrar cães perdidos, gerou receio sobre vigilância residencial em massa.

Apesar da intenção da marca, muitos espectadores interpretaram as imagens de cães a serem rastreados de casa em casa como uma demonstração de um sistema de monitorização intrusivo. A reação foi rápida e intensa, com manchetes críticas a surgir no dia seguinte:

“Consumidores desligam câmaras Ring após anúncio assustador”

“‘Assustador’ comercial do Super Bowl provoca boicote à Ring”

“Campanha sobre cães perdidos levanta preocupações de vigilância massiva”

Especialistas, incluindo Matt Nelson do WeRateDogs, destacaram que o modelo de negócios da Ring vai além da localização de animais perdidos e está associado à criação de uma rede de vigilância residencial. A polémica aumentou quando se revelou a parceria da Ring com a empresa Flock Safety, permitindo que autoridades acedessem a imagens sem mandado judicial, parceria que foi encerrada após o backlash público.

Para profissionais de marketing, o caso da Ring é um alerta sobre gestão de reputação e perceção pública. Ao tentar transformar uma funcionalidade controversa em narrativa positiva, a empresa acabou por reforçar o desconforto dos consumidores. Num mundo cada vez mais digital e com inteligência artificial, o estudo conclui que não basta sentimentalismo para contornar perceções negativas: se o público vê vigilância, nenhum apelo emotivo muda essa imagem.




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