2026 será o ano dos mega-museus: conheça os mais impressionantes

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28/02/2026
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Este ano promete ser decisivo para o panorama museológico internacional. De Los Angeles a Tashkent, passando por Abu Dhabi, Bruxelas e Chicago, uma série de novos museus de grande escala prepara-se para abrir portas, combinando arquitetura icónica, coleções ambiciosas e forte impacto urbano. À semelhança do que aconteceu com o Guggenheim em Bilbao no final dos anos 90, estes projetos procuram afirmar cidades como destinos culturais globais.

Los Angeles



Na Califórnia, o Lucas Museum of Narrative Art deverá inaugurar no segundo semestre do ano. Fundado por George Lucas, o museu será dedicado à arte de contar histórias através de diferentes linguagens visuais — da pintura à ilustração, da banda desenhada ao cinema.

O edifício, de linhas futuristas, integra-se num campus cultural em Exposition Park e acolherá dezenas de milhares de obras, incluindo peças ligadas à cultura popular e ao universo cinematográfico. A ambição é clara: elevar a arte narrativa ao mesmo patamar de reconhecimento das belas-artes tradicionais.

Abu Dhabi 

No Médio Oriente, o Guggenheim Abu Dhabi prepara-se para se tornar o maior museu da rede internacional. Projetado por Frank Gehry, o edifício destaca-se por volumes metálicos arrojados e uma presença arquitetónica marcante na ilha de Saadiyat.

A programação deverá centrar-se na arte contemporânea global, com especial atenção a artistas do Médio Oriente, Norte de África e Sul da Ásia, reforçando a estratégia de Abu Dhabi em consolidar-se como polo cultural de referência.

Darwin 

Na Austrália, o Larrakia Cultural Centre abrirá em setembro como espaço dedicado à história e cultura do povo Larrakia. Localizado em Darwin, o centro pretende afirmar um modelo de museologia gerido pelas próprias comunidades indígenas.

O projeto inclui galerias, áreas educativas, espaços para cerimónias e iniciativas de transmissão de conhecimento, assumindo-se como ponto de partida para quem deseja compreender a herança cultural do norte australiano.

Chicago 

Nos Estados Unidos, o Obama Presidential Center deverá abrir ao público em Chicago. Mais do que um museu tradicional, o complexo combina exposição histórica com espaços comunitários e áreas públicas.

O edifício principal incluirá objetos dos mandatos presidenciais de Barack Obama, instalações multimédia e zonas interativas, procurando ligar memória política e intervenção cívica.

Bruxelas 

A capital belga prepara a abertura do Kanal-Pompidou, instalado numa antiga fábrica automóvel. O espaço acolherá exposições de arte moderna e contemporânea, com obras emprestadas pelo Centre Pompidou de Paris, atualmente em renovação.

O projeto é também um exemplo de reabilitação urbana, convertendo património industrial num novo polo cultural integrado num distrito em transformação.

Tashkent

Na Ásia Central, o Islamic Civilization Center abrirá em Tashkent com o objetivo de valorizar o papel histórico do Uzbequistão como centro de saber na antiga Rota da Seda. O complexo incluirá manuscritos raros, artefactos históricos e recursos tecnológicos interativos que contextualizam a evolução cultural da região.

Com arquitetura monumental e uma forte dimensão simbólica, o novo museu pretende afirmar-se como ponto de encontro entre tradição e modernidade.




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