Antes de o fazer, pense: partilhar pensamentos íntimos com inteligência artificial acarreta grandes perigos

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28/02/2026
12:00
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Antes de o fazer, pense: partilhar pensamentos íntimos com inteligência artificial acarreta grandes perigos

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Com o crescimento do uso de ferramentas de inteligência artificial como o ChatGPT, cada vez mais pessoas recorrem a estas plataformas para esclarecer dúvidas, desabafar ou mesmo partilhar informações pessoais. No entanto, Zoë Hitzig, ex-investigadora da OpenAI, alerta que o perigo vai muito além da privacidade: pode pôr em causa a autonomia psicológica dos utilizadores.

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Hitzig, que trabalhou vários anos na OpenAI, deixou a empresa no início de 2026 devido a divergências éticas, em particular com a introdução de publicidade na plataforma. Segundo a especialista, este modelo transforma a perceção de neutralidade da IA, uma vez que passa a existir um interesse comercial na informação partilhada pelos utilizadores.

A investigadora sublinha que os dados recolhidos — desde questões de saúde, problemas familiares ou crenças pessoais — são extremamente sensíveis e podem ser explorados para criar publicidade personalizada e manipular comportamentos. “O que está em jogo não é só a privacidade, mas a capacidade de cada pessoa manter o seu pensamento independente”, alerta Hitzig.

Com a crescente aposta das empresas tecnológicas em modelos de negócio baseados na recolha de dados, semelhantes aos das redes sociais, o setor enfrenta um ponto de viragem. A especialista reforça que, embora a IA possa parecer uma ferramenta útil e inofensiva, a sua capacidade de influenciar o comportamento e as decisões dos utilizadores é significativa.




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