Volvo V90 plug-in: podemos ficar com ela?

Combina velocidade com consumo controlado; espaço, conforto e design escandinavo, com sistemas de entretenimento de última geração. É a V90 plug-in e a verdade é que dá vontade de ficar com ela. Inveja alheia!

Texto de M.ª João Vieira Pinto

A Volvo é daquelas marcas que se mantém fiel ao ADN original. Que nunca beliscou valores, nem se atirou para fora de pé. Pode ter tido uma fase de ciclo de produto menos espectacular, mas não é a que vive hoje. Só que claro, mesmo assim, há sempre modelos que arrebatam mais que outros.

E o V90 é um deles.

Já tínhamos experimentado e confirmado tudo o que a marca comunicava sobre o V90. Sem tirar nem pôr. Por isso, quando nos convidaram para experimentar a versão que personifica a nova geração plug-in híbrida, nem pestanejámos.

Sim, seja ao nível estético, qualidade de materiais ou pormenor de acabamentos, este V90 é topo. E não há discussão. No exterior, as linhas são de um classicismo moderno que conquista mais do que uma geração e perfil de clientes – desde que haja plafond para a compra, claro -, entre o icónico design do farol de LED “Thor’s Hammer”, ou o uso bem visível da marca nominativa Volvo na traseira.

Este é o modelo premium de cinco portas e cinco lugares da marca e não se demora a percebê-lo. Depois das linhas exteriores, basta abrir a porta. Claro que são traços de design escandinavo que saltam à vista, limpos, sem críticas. Mas depois há muitos e vários detalhes que fazem a diferença, como o novo sistema de conectividade e infotainement, a consola, o conforto e espaço dos (e entre os) bancos ou os pequenos compartimentos que ajudam a arrumar tudo o que se leva como se fosse uma extensão da nossa casa.

Ah, e também há aplicações de entretenimento, como o Spotify, que não deixam de ser uma mais-valia num modelo que (também) é familiar. Segundo a marca, o híbrido plug-in da Volvo oferece todos os benefícios de um motor a gasolina de alto desempenho e baixa emissão com um motor eléctrico, que fornece potência sob demanda com emissões de CO2 muito baixas e mais de 40 km de autonomia eléctrica. Aliás, basta um toque no acelerador e este carro sai a voar. Desengane-se se pensa que é grande de mais e pesado. Nada disso. Aliás, é grande sim, e tem espaço como bem gostamos – seja na cabine ou no porta-bagagens onde pode transportar tudo o que precisa e mais ainda -, mas não é por isso que o seu desempenho fica aquém. Apenas pude experimentar em cidade, mas ficou a vontade de puxar ao máximo. Só para ver…

Por defeito, a condução inicia-se sempre no modo híbrido e, à semelhança de outros modelos, o controlo electrónico de potência encarrega-se sempre de gerir o motor a utilizar em cada momento, dando primazia ao modo eléctrico sempre que seja possível. Mesmo quando este se altera, ponto assente é o silêncio a bordo e grande isolamento do habitáculo face ao exterior.

Voltando à velocidade, contam-se 5,3 segundos o tempo que leva a acelerar dos zero aos 100 km/h. Mas, depois, é notável a estabilidade que surpreende. Até porque se há uma coisa que a marca garante, e este modelo não foge à regra, é segurança máxima. Aliás, uma das leis da Volvo é que a partir de 2020 ninguém morra ao volante de um dos seus carros. Se isso não é acreditar no que se faz, então não sei o que é.

Já eu acredito que esta é daquelas marcas que se quer levar para casa e este modelo não fica atrás em nada. Pelo contrário! Podemos ficar com ele?

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