Até pode não associar directa e imediatamente o nome a um produto. Mas se pensar em rebuçados flocos de neve, os pequenos rebuçados brancos embrulhados em papel celofane vermelho, saberá que se trata de uma das referências da Vieira de Castro, empresa portuguesa sediada em Vila Nova de Famalicão, fundada em 1943 como uma confeitaria e que evoluiu para um grande produtor de bolachas, amêndoas e rebuçados, com exportações para mais de 50 mercados.
Por Mª João Vieira Pinto
Num negócio com mais de 80 anos e com nome de família, Raquel Vieira de Castro, actual CEO, confirma que a sua gestão é um desafio constante. «É uma empresa jovem com 82 anos porque foi sempre tendo a capacidade para ser renovada, o que terá sido a essência para se manter viva e sustentável ao longo do tempo.»
É que, por ali, sempre houve uma preocupação grande com o amanhã. Sempre foi esse o espírito e a sua abordagem nos mercados. «Nunca fomos uma empresa de ter pressa, sem deixar de ter urgências», confere Raquel Vieira. Até porque estando o mundo cheio de empresas com maiores capacidades que a Vieira, teria que ter resiliência e saber para onde ir de forma muito precisa. E para onde quer ir? «Quer continuar a desenvolver-se assegurando impacto positivo no que acontece à sua volta», diz a CEO.
Já a exportar para mais de 50 países, entre o Japão e os EUA, o processo, esse arrancou de forma pouco estruturada nos anos 80, com essa estrutura a acontecer nos anos 90 após consciencialização de novos desafios com abertura de fronteiras depois de adesão à UE – isso, aliado à pequenez do mercado português. Começa então por avançar para mercados como França e Cabo verde – com fortes comunidades ou laços a Portugal – até que percebe que «tem que se profissionalizar». Ou seja, que «se conseguisse construir a sua marca num mercado muito exigente, iria ter muito mais capacidades de abordar outros mercados.» Esse mercado era o Japão, onde entra em 1994 depois de um “namoro” demorado. A partir daí, confirma a CEO, ascende a um patamar de excelência que não era comum. «Foi a melhor escola que podíamos ter tido.» Porquê? Porque, partilha, tanto aí como noutros países, o que a Vieira fez foi ir «bebendo das tendências locais para desenvolver produtos e estar um pouco à frente do mercado.»
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