Associação Portuguesa de Imprensa pede intervenção do Governo face aos novos aumentos tarifários dos CTT que “contrariam compromissos públicos de defesa do jornal impresso”

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30/01/2026
18:00
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Associação Portuguesa de Imprensa pede intervenção do Governo face aos novos aumentos tarifários dos CTT que “contrariam compromissos públicos de defesa do jornal impresso”

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A atualização tarifária prevista para fevereiro de 2026 “volta a penalizar a imprensa em papel, com aumentos superiores à inflação, contrariando compromissos públicos de defesa do jornal impresso”, critica a Associação Portuguesa de Imprensa (API), após ter tomado conhecimento da atualização dos preços dos serviços postais dos CTT, com entrada em vigor a 3 de fevereiro de 2026, abrangendo quer o Serviço Postal Universal quer os restantes serviços postais, incluindo serviços complementares e de correio publicitário.

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“De acordo com a informação transmitida pelos CTT, esta atualização decorre do Convénio de Preços para o triénio 2026-2028, celebrado entre a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), a Direção-Geral do Consumidor e os CTT, e assenta na necessidade de mitigar os efeitos da inflação e da queda continuada do tráfego postal. A variação média global do cabaz de serviços abrangidos pelo Convénio é fixada em +6,20% para 2026, com aumentos diferenciados nas várias linhas do serviço universal”, começa por enquadrar a associação.

“No que respeita ao Correio Editorial, os CTT indicam aumentos de +5,5% para Jornais e Publicações Periódicas de âmbito nacional e de +5,7% para envios internacionais, valores que, apesar de inferiores à média global do cabaz, representam um agravamento significativo dos custos de distribuição da imprensa em papel”, acrescenta.

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Esta atualização tarifária “é particularmente preocupante no atual contexto do setor. Nos últimos anos, os preços postais praticados pelos CTT têm registado aumentos sucessivos que, de forma consistente, superam a taxa de inflação registada em Portugal no mesmo período, agravando estruturalmente os encargos das empresas de comunicação social”, entende a API.

A Associação sublinha ainda a “incongruência entre, por um lado, a defesa pública da imprensa em papel e, por outro, a aplicação de aumentos tarifários desta magnitude, que fragilizam ainda mais a sustentabilidade económica dos editores”.

“Sem prejuízo do reconhecimento da importância do programa promocional Pack Editorial e do apoio concedido no âmbito do Acordo Editorial, a API entende que estas medidas não compensam o impacto acumulado das sucessivas atualizações dos preços postais”, acrescenta.

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Neste contexto, a Associação Portuguesa de Imprensa avança ainda que irá expor a situação junto do Ministro da Presidência Dr. António Leitão Amaro, bem como junto da ANACOM, “defendendo a necessidade de uma abordagem regulatória e política que assegure condições efetivas para a sobrevivência e continuidade da imprensa em papel em Portugal”.




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