Vamos jogar futegolfe?

O desafio era tentador. Ir com a família aprender noções básicas de golfe. Não foi difícil arranjar quorum com um filho e um sobrinho a pularem de alegria perante a expectativa de aprender um desporto novo.

E lá fomos. Arrancámos de Lisboa numa destas sextas-feiras que ameaçam chuva e que nos fazem acreditar que a praia não vai ser um destino convidativo. Saídos de Lisboa no fim do dia de trabalho, ainda não eram 19 horas quando chegámos ao destino, o Hotel Dolce CampoReal Lisboa. Tempo para um banho dos mais novos porque nos esperava um menu de fine dining e cozinha de autor preparado por dois chefs numa cozinha aberta para a sala do restaurante Grande Escolha. Apesar de alguma formalidade, cedo percebemos que todo o fim-de-semana seria banhado de momentos familiares já que logo ali estava pensado um menu alternativo para as crianças, bem mais ao encontro daquelas que são as suas preferências.

Um passeio pelo exterior permitiu-nos, depois do jantar, aperceber da dimensão da área circundante que exploraríamos no dia seguinte em várias actividades que estão disponíveis para os hóspedes do hotel.

A alvorada trouxe a luz da manhã que permitiu apreciar da varanda do quarto os vastos campos de golfe, onde aqui e ali já se viam jogadores a aproveitar a quietude da hora. E foi para os campos que nos dirigimos depois de um pequeno-almoço que exigia que fossemos, de facto, queimar alguma energia. Os miúdos estavam eufóricos, mas o grupo de adultos que se lhe juntou não ficava nada atrás. Depois de explicações quanto à postura do corpo e movimento para dar as tacadas, lá consegui apanhar o jeito e colocar as bolas a várias dezenas de metros de mim. O entusiasmo foi tal que ao fim de uma hora na brincadeira já dizia a quem me quisesse ouvir que no dia seguinte o corpo ia ter umas histórias para contar. Como, de resto, se veio a verificar. Mas adiante. O dia ainda estava no início e depois de fazermos uma caminhada descobrimos o paraíso das crianças. Um campo de futebol fez a delícia dos rapazes, mas apenas até descobrirem que também existia um trampolim onde pularam de alegria (e queimaram os excessos do pequeno-almoço) e o insuflável que animou o mais novo ainda com sete anos. Tinham descoberto o Welly Kids Park e os seus múltiplos encantos.

A azáfama já pedia umas bebidas e foi no Garden Terrace, numa esplanada com relva a perder de vista,  bem junto ao campo de 18 buracos, que descobrimos mais algumas iguarias da casa. As lulas grelhadas seduziram os mais velhos, os hambúrgueres conquistaram a criançada. À noite, no mesmo espaço, ser-nos-iam servidas tapas e comida de conforto para rematar a experiência.

Mas o dia ainda era uma criança e sabíamos que não podíamos sair do Hotel Dolce CampoReal Lisboa sem experimentar algo ainda não massificado no País, o futegolfe, um desporto que mistura golfe e uma bola de futebol. E se é verdade que gostei de experimentar dar umas tacadas de golfe, também o é que fiquei absolutamente rendida ao futegolfe. Não precisa de ter força ou uma pontaria excepcional. Cada um joga ao seu ritmo e tem a particularidade de poder ser jogado ao mesmo tempo por pessoas de todas as idades e com diferentes níveis de preparação física. A repetir, sem dúvida. Mas não ganhei… Houve ainda tempo para desfrutar de alguns momentos de sossego com os miúdos nas habituais brincadeiras na piscina e os adultos a apostar na vitamina D.

No dia seguinte, ao acordar, sentindo todos os músculos do corpo que sofrem de horas sentada à secretária e que tinham sido bruscamente acordados, só queria que não tivesse chegado o dia da partida. Felizmente, chuviscava para a dor ser atenuada.

Texto de Maria João Lima

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