As vendas sazonais deixaram de ser uma simples corrida de algumas semanas; transformaram-se numa maratona que define o ritmo do comércio ao longo de todo o ano. Com a chegada da reta final do calendário comercial, as empresas de todo o mundo já estão a implementar as suas estratégias para conquistar um mercado altamente competitivo e promissor. As temporadas de vendas como o Black Friday, o Natal e o Ano Novo representam uma parte crucial dos gastos dos consumidores. As tendências de 2025 mostram um cenário onde a tecnologia, a omnicanalidade e as experiências emocionais estão a fazer toda a diferença.
As vendas sazonais representam uma parte significativa das receitas anuais do retalho, sendo um motor importante para os negócios. A Black Friday e a Cyber Monday ganham cada vez mais relevância, com um aumento constante das vendas digitais, impulsionadas pelo sucesso de plataformas como a Amazon, segundo dados da Merca2.0.
O Natal continua a ser o grande motor do comércio de fim de ano, e muitos lares destinam uma parte significativa do seu gasto mensal a compras relacionadas com presentes, jantares e entretenimento. Neste mercado multimilionário, a concorrência por cada euro é feroz, e as empresas recorrem a estratégias agressivas de descontos, iniciativas digitais e propostas criativas para conquistar a atenção do consumidor.
Na corrida pelas vendas sazonais, a inteligência artificial (IA) e a automatização são aliados estratégicos cada vez mais utilizados pelas grandes marcas. Empresas como o Walmart já estão a utilizar chatbots para atender clientes em tempo real e sugerir produtos personalizados. A Amazon, por exemplo, investe em sistemas preditivos que antecipam a demanda e ajustam os inventários para evitar ruturas de stock, o que tem demonstrado ser uma vantagem competitiva nas épocas de vendas, segundo a Merca2.0.
O setor da moda também não fica para trás. Marcas como a Zara e a Shein utilizam algoritmos de personalização que recomendam peças de roupa com base nos gostos e hábitos de cada utilizador, o que se traduz em taxas de conversão mais elevadas e numa experiência de compra mais fluída. De acordo com um estudo da Deloitte, para 2026, um em cada dois consumidores recorrerá primeiro a um assistente de IA antes de realizar uma compra.
A rapidez tornou-se um fator decisivo. De acordo com a McKinsey & Company, as empresas que garantem entregas rápidas e seguras conseguem aumentar a lealdade dos clientes em mais de 20% durante as temporadas altas. A logística, por isso, deixou de ser uma área secundária, transformando-se numa verdadeira batalha pelo consumidor.
Embora o desconto continue a atrair consumidores, ele já não é suficiente para fidelizar. O que o consumidor busca são experiências memoráveis que o conectem emocionalmente com a marca. A Starbucks, por exemplo, lançou bebidas de temporada que acompanham narrativas digitais imersivas, de acordo com o estudo da Merca2.0. Marcas como Adidas e Levi’s apostaram em lojas pop-up, reforçando a exclusividade e o sentido de comunidade. McDonald’s e KFC também recorreram a colecionáveis e colaborações especiais para aumentar a frequência de visitas.
De acordo com a Kantar Worldpanel, mais de metade dos consumidores prefere marcas que demonstram responsabilidade ambiental ou social. Assim, as vendas sazonais não se ganham apenas no carrinho de compras, mas também no campo da reputação. As marcas que se destacam por práticas sustentáveis e éticas são cada vez mais valorizadas, o que reflete uma mudança nas prioridades dos consumidores.














