O setor do streaming prepara-se para um período de reconfiguração em 2026, impulsionado pela consolidação de plataformas, pelo reforço do uso de dados e inteligência artificial e pela crescente integração de criadores digitais nos modelos tradicionais de produção audiovisual.
Após vários anos de forte crescimento e investimento elevado em conteúdos originais, a indústria começa a ajustar estratégias, refere o marketing brew. Em 2025, a disputa pela aquisição da Warner Bros. Discovery por grandes grupos do entretenimento evidenciou uma nova vaga de concentração do mercado, interpretada por analistas como uma correção depois de um ciclo prolongado de expansão e concorrência intensa.
Esta tendência de consolidação poderá aproximar ainda mais os grandes estúdios de Hollywood das empresas tecnológicas, reforçando o papel do streaming como eixo central das estratégias globais de media e entretenimento.
Em paralelo, os dados assumem uma importância crescente. A personalização de conteúdos e de publicidade, suportada por sistemas de inteligência artificial, torna-se cada vez mais determinante para captar e fidelizar audiências. Plataformas de streaming, anunciantes e outros parceiros comerciais deverão intensificar a colaboração na análise de dados, procurando melhorar a medição de resultados e a eficácia das campanhas, sobretudo em ambientes de televisão conectada e serviços OTT.
Outra das principais tendências para 2026 é a aproximação entre o streaming tradicional e a chamada economia dos criadores. Plataformas como o YouTube e o TikTok competem diretamente pelo tempo de atenção dos utilizadores, levando os serviços de streaming a integrar conteúdos produzidos por criadores digitais nos seus catálogos. Esta convergência deverá resultar numa maior mistura entre conteúdos de estúdio e formatos mais informais, especialmente em canais gratuitos suportados por publicidade.
Num contexto em que o tempo disponível para consumo de media é limitado, o sucesso das plataformas dependerá da capacidade de equilibrar inovação tecnológica, relevância editorial e sustentabilidade financeira. Em 2026, o streaming entra assim numa nova etapa, marcada menos pelo crescimento acelerado e mais pela eficiência, diferenciação e adaptação aos novos hábitos das audiências.














