Será para manter o silêncio das marcas em momentos explosivos? O que podemos aprender com os casos que colocam Nike e Target sob pressão

Notícias
Marketeer
14/01/2026
16:10
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14/01/2026
16:10


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Nos últimos dias, as marcas Nike e Target têm estado sob os holofotes por motivos que nenhuma delas esperava, mostrando como é difícil gerir crises fora do controlo de uma empresa. A polémica envolvendo a Nike começou quando o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi detido e transportado para os Estados Unidos, aparecendo em imagens a usar um fato de treino da linha Nike Tech Fleece. A peça tornou-se viral nas redes sociais, com memes e comentários a espalharem-se rapidamente. Apesar da atenção mediática e do potencial de marketing, a Nike optou por não comentar o episódio, uma decisão vista como estratégica para evitar associar a marca a um momento politicamente sensível, sublinha a warc.

A Target, por sua vez, viu-se inesperadamente envolvida numa controvérsia política nos Estados Unidos. Agentes do serviço de imigração (ICE) detiveram dois empregados em Minnesota, perto da sede corporativa da marca. Vídeos do incidente circularam nas redes e provocaram indignação entre clientes e a comunidade local. Até agora, a Target não se pronunciou oficialmente, algo que tem sido criticado por antigos representantes locais e especialistas em comunicação de crise, que consideram o silêncio uma falha ética e estratégica.

Estes episódios mostram o dilema das marcas no mundo atual, em que as redes sociais tornam mais fácil envolvê-las em “guerras culturais”. O silêncio pode ser uma estratégia ou um risco: enquanto a Nike beneficiou da prudência ao não reagir a um episódio politicamente carregado, a Target enfrenta críticas e acusações de conivência, o que pode prejudicar a reputação e a confiança do público. Participar em debates culturais ou sociais pode reforçar a relevância de uma marca, mas só funciona se estiver alinhado com os seus valores e ADN.




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