Searching, scrolling, streaming, shopping: a nova ordem do marketing

Notícias
Marketeer
09/09/2025
15:50
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09/09/2025
15:50


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A tradicional jornada de compra tornou-se obsoleta. Já não se trata de conduzir o consumidor pelas etapas clássicas de descoberta, consideração e decisão. O comportamento de consumo atual é fragmentado, simultâneo e imprevisível. Para os profissionais de marketing, esta transformação exige um novo olhar estratégico, orientado para múltiplos pontos de contacto e experiências integradas.

De acordo com o Mundo do Marketing (2025), este novo paradigma pode ser resumido nos chamados “4S do Marketing”: Searching, Scrolling, Streaming e Shopping. Trata-se de um modelo que reflete a complexidade da atual experiência de consumo digital, onde as pessoas procuram informação, percorrem conteúdos nas redes sociais, assistem a vídeos e fazem compras, tudo ao mesmo tempo, em diferentes plataformas e sem uma ordem lógica definida.

A consequência imediata desta mudança é clara: a previsibilidade da jornada desapareceu. E com ela, também desapareceu a possibilidade de definir com precisão o momento certo para ativar uma campanha. O desafio, agora, é assegurar presença constante e estratégica em todos os pontos de contacto, reconhecendo que a decisão de compra pode acontecer em qualquer ecrã, a qualquer hora.

Neste cenário fluido e disperso, a inteligência artificial surge como o elemento-chave para dar coerência à jornada. Ao ser integrada nas soluções de publicidade e marketing, permite captar sinais de intenção em tempo real, personalizar mensagens e ativar campanhas no momento certo, com o conteúdo certo e para a pessoa certa.

Com esta nova lógica de consumo, os profissionais de marketing devem abandonar os modelos rígidos e adotar estratégias mais adaptativas, centradas em contexto, dados e velocidade de reação. Já não basta planear campanhas para etapas isoladas da jornada; é essencial construir presença relevante e responsiva em todas as frentes, acompanhando o consumidor num percurso que é cada vez mais fluido, não-linear e mediado por tecnologia.




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