Sabe o que é uma câmara hiperbárica? Nós fomos experimentar e contamos tudo!

À partida, pode estranhar ou até resistir. Ir fazer um tratamento de oxigenoterapia hiperbárica? Não sabe o que é? Pois, nós também não sabíamos, mas assim que recolhemos informação nem vacilámos a ir fazer o teste. Aliás, a fazer e repetir, na Avenue Clinic de Lisboa.

Mas é verdade, foi preciso percebermos bem os resultados e benefícios dos tratamentos em câmara hiperbárica. Até porque o nome, à partida, não é o mais convidativo.

Bem, então fui até à Avenue com uma sensação combinada de quem não sabe completamente bem ao que vai, mas de quem quer, claro, experimentar. E mais convencida fiquei quando assim que cheguei me explicaram – a equipa é não só profissional como prima pela simpatia e nos deixa mais tranquilos – que é possível sentirmo-nos rejuvenescidos e com maior bem-estar ao respirar oxigénio 100% puro no interior da câmara, num ambiente com pressão superior à atmosférica. Ah, e desde a primeira sessão.

Cumpridas as formalidades, temos que tapar pés, mãos e cabelo – caso estejam pintados – e entramos na respectiva câmara que ficará hermeticamente fechada. Confesso que nesse momento pensei que não iria aguentar os mais de 30 minutos seguintes no seu interior. Só que na Avenue o conforto do paciente está em primeiro lugar e, ainda antes de começar a ser introduzida a primeira dose de oxigénio, colocam-nos um ecrã de TV à frente para que possamos escolher um filme que nos acompanhará e distrairá enquanto por ali estivermos deitados. Claro que é um pormenor que faz toda a diferença e o tempo passa mais depressa sem se notar.

Depois, bem depois, vão sendo introduzidas doses de oxigénio de forma intercalada e espaçada. Nada se sente, a não ser uma ligeira pressão nos ouvidos como se estivesse a aterrar de avião, mas passageiro.

Diz quem trabalha com câmaras hiperbáricas que os altos níveis de oxigénio no corpo vão ajudar a melhorar o fluxo sanguíneo, a aumentar o metabolismo celular e a produção de colagénio, e a promover o crescimento de novas células, levando a uma cicatrização e uma acção regenerativa mais eficiente.

Daí que este seja tratamento com recomendação de largo espectro. A saber: anti-envelhecimento – a oxigenoterapia hiperbárica ajuda ao rejuvenescimento da pele, aumentando a sua firmeza e elasticidade, melhorando a textura e reduzindo o aparecimento de linhas finas e rugas. Tem ainda a capacidade de rejuvenescer as células cerebrais, melhorando a função cognitiva e, consequentemente, os efeitos de doenças neurológicas.

Na medicina desportiva – a pressão elevada de oxigénio no sangue leva a um aumento da oxigenação dos tecidos e ao fortalecimento do sistema imunológico, acelerando o processo de regeneração muscular. Para além de apresentar uma maior resistência ao cansaço, ajuda a prevenir lesões ou, no caso de lesão, a ter uma recuperação mais rápida.

E na cicatrização – é um tratamento de combate aos sinais da idade, às marcas de acne e às manchas da pele. Ajuda ainda a acelerar a cicatrização e recuperação de processos inflamatórios como intervenções cirúrgicas e estéticas.

No meu caso, o que é que lhe posso dizer? Na primeira sessão, saí meia a levitar, mas porque fui à hora de almoço e sem ter comido nada antes. Não o faça. Almocei, passou uma, duas e três horas e, no final da tarde, a minha energia era equiparável a ter tirado mais de uma semana de férias. Corri 10km sem esforço algum e só não continuei por falta de tempo. Tudo isto se repetiu na sessão seguinte. Não foi por acaso, portanto. Cereja no topo do bolo, quanto às rugas de rosto – que, infelizmente, tenho desde há anos – minimizaram também.

Claro que para quem é claustrofóbico não aconselho. E também poderá não ser para todas as bolsas – 250 euros por sessão, sendo aconselhadas cinco. Mas que os resultados se sentem, ah isso sentem!

Texto de M.ª João Vieira Pinto

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