A organização de defesa dos direitos dos animais PETA está a pressionar o Governo do Reino Unido para rever a legislação que regula a rotulagem de calçado, criticando a atual classificação da lã como um simples “têxtil”. Em causa está o pedido formal dirigido ao secretário de Estado para os Negócios e Comércio, Jonathan Reynolds, para que a lã deixe de ser agrupada sob o mesmo símbolo utilizado para materiais de origem vegetal ou sintética.
Atualmente, enquanto o couro e a pele de carneiro têm símbolos próprios que identificam claramente a sua origem animal, a lã é representada pelo ícone genérico de “têxtil”, uma indicação comummente associada a fibras como algodão, cânhamo ou poliéster. Para a PETA, esta classificação é enganosa e compromete o direito dos consumidores a uma escolha informada.
A organização alerta ainda para o facto de muitos consumidores tomarem decisões de compra com base em critérios éticos e ambientais. Ao agrupar a lã com materiais que não têm origem animal, argumenta a PETA, o atual sistema de rotulagem compromete esses valores e impede escolhas conscientes.
Este apelo insere-se numa estratégia mais ampla da PETA para expor práticas da indústria têxtil e de moda que envolvem sofrimento animal, bem como para reforçar o debate sobre os direitos dos consumidores à informação completa.














