Dinamarca e França proibiram mas em Portugal ainda se vendem: há produtos com químicos cancerígenos nas prateleiras dos supermercados

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24/06/2025
12:09
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A União Europeia está a intensificar os esforços para restringir completamente as substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas (PFAS), também conhecidas como “químicos eternos”, segundo avançou o canal francês France 24. Estas substâncias, amplamente utilizadas em objetos do quotidiano, acumulam-se no corpo humano e no meio ambiente, representando riscos sérios para a saúde. Estes têm sido utilizados em produtos de consumo desde 1950 e encontram-se em quase tudo, desde utensílios de cozinha aos alimentos e até na água.

Olhando em concreto para Portugal, existiam em 2023 nove locais contaminados com substâncias químicas ligadas a doenças como o cancro, segundo um projeto de mapeamento desenvolvido pelo Grupo de Trabalho Ambiental (EWG), com sede nos Estados Unidos. Os dados foram divulgados por um consórcio de investigação e jornalismo que revelaram que o local com maior concentração em Portugal é na freguesia de Muge, em Santarém, onde existiam 3.200 nanogramas de PFAS por litro. Havia ainda registo de outros oito locais em território continental onde a concentração de PFAS por litro era superior a 10 nanogramas.

Ora, de acordo com o France 24, França irá tomar uma das medidas mais rigorosas no espaço europeu já a partir de janeiro de 2026. O país deixará de importar, vender ou fabricar uma série de produtos se os PFAS estiverem entre seus componentes.

Contudo, o país não foi pioneiro em proibir estes produtos. Desde 2020 que a Dinamarca passou a restringir a utilização destes materiais em embalagens de cartão e papel utilizadas na indústria alimentar.

Esta iniciativa está também a ser promovida por outros países europeus, nomeadamente Noruega, Alemanha, Suécia e Países Baixos. A proposta continua em debate no seio da UE, mas ganha cada vez mais tração.

Segundo a European Environment Agency, os PFAS estão associados a vários problemas de saúde, incluindo doenças da tiroide, infertilidade, obesidade, danos hepáticos e alguns tipos de cancro.

A discussão mantém-se em curso nas instâncias europeias. A eventual proibição poderá ter um impacto significativo em vários sectores industriais, desde o têxtil à cosmética, passando pela indústria alimentar e farmacêutica.




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