A crescente popularidade das imitações está a colocar em causa os fundamentos do setor do luxo, ao afetar a perceção de valor, autenticidade e exclusividade associadas a estas marcas, segundo análise publicada pela plataforma Jing Daily.
Nos últimos anos, a cultura das imitações tem vindo a ganhar espaço nas redes sociais, com milhões de visualizações em vídeos que as promovem como soluções inteligentes e acessíveis. O que antes era tabu transformou-se num fenómeno amplamente celebrado, sobretudo em plataformas como o TikTok e o Instagram, onde influenciadores apresentam estas alternativas como uma forma de democratizar o acesso ao estilo.
No entanto, esta tendência representa um desafio significativo para as marcas de luxo, cuja essência não reside apenas no produto, mas na história, emoção e significado cultural que o acompanham. A existência de imitações convincentes faz com que o valor percebido das marcas se desgaste, pois quando os consumidores acreditam que um produto falso oferece a mesma experiência do original, a exclusividade e o prestígio que sustentam o luxo começam a desvanecer-se.
Além das imitações comuns, surgem os chamados “super-fakes”, cópias tão sofisticadas que mesmo especialistas têm dificuldade em distinguir do original. Estes produtos, vendidos muitas vezes por milhares de euros, chegam a infiltrar-se em canais de venda legítimos, gerando confusão e desconfiança entre os consumidores, que podem deixar de pagar preços premium devido à incerteza sobre a autenticidade.
Este cenário é agravado pelo facto de a cultura das imitações ser abertamente celebrada nas redes sociais, onde influenciadores promovem estes produtos como alternativas legítimas. Esta normalização das imitações reforça a perceção de que a exclusividade das marcas de luxo é apenas superficial, especialmente entre gerações que já são céticas em relação às instituições tradicionais.
Perante este desafio, as marcas são chamadas a agir com maior rapidez e eficácia. A proteção da propriedade intelectual deve ser feita de forma proativa, utilizando tecnologia e estratégias capazes de identificar e combater rapidamente as falsificações em plataformas digitais.














