A Google diz estar a “explorar atualizações” para permitir que os sites controlem de forma mais precisa como o seu conteúdo é usado nas funcionalidades de geração de respostas por IA, mas advertiu que medidas demasiado rígidas podem fragmentar ou prejudicar a experiência de pesquisa para os utilizadores.
A gigante tecnológica diz que já está a “explorar atualizações nos controlos para permitir que os sites optem especificamente por não participar nos recursos de IA generativa de pesquisa”, conforme citada pelo Press Gazette.
A posição foi tomada depois de a Competition and Markets Authority (CMA) do Reino Unido ter apresentado um conjunto de propostas destinadas a alterar a forma como a Google utiliza conteúdos de terceiros para alimentar respostas de inteligência artificial no seu motor de busca, incluindo as chamadas “Visões Gerais Criadas por IA” ou “AI Overviews” — resumos automáticos gerados por IA no topo dos resultados de pesquisa.
No centro das propostas está a exigência de que editores de conteúdos, incluindo jornais e outros sites de notícias, tenham controlo real sobre como a Google pode usar o seu conteúdo em funcionalidades baseadas em IA. A CMA abriu uma consulta pública sobre estas medidas, que decorre até 25 de fevereiro de 2026, antes da decisão final sobre sua implementação.
Segundo a CMA, os editores de conteúdos “atualmente não têm opções suficientes” sobre a forma como o seu conteúdo é usado nas respostas geradas por IA da Google, sendo que os mesmos “não têm outra opção realista a não ser permitir que o seu conteúdo seja rastreado” devido ao domínio de mercado do Google.












