O mercado publicitário está a mudar. Cada vez mais, marcas e empresas percebem que acumular visualizações não garante ligação com o público e que campanhas massivas podem ser pouco eficazes se não forem relevantes.
Segundo especialistas do setor, muitas marcas continuam a gastar orçamentos elevados em campanhas amplas, como spots televisivos ou vídeos de grande alcance digital, mesmo quando os produtos que promovem se destinam a nichos específicos. Este modelo, argumentam, gera números impressionantes mas pouca memorização ou impacto real junto dos consumidores.
Estudos recentes confirmam a tendência: uma investigação da Kantar revelou que 71% dos consumidores respondem melhor a anúncios que lhes parecem pessoais, contextualizados e próximos do seu dia a dia. De forma semelhante, análises da Think With Google indicam que a publicidade que se integra naturalmente na rotina das pessoas é mais eficaz do que conteúdos “gritantes” que tentam captar atenção a todo custo.
O setor começa, assim, a virar-se para o conceito de microcomunidades e conteúdos autênticos. Em vez de perseguir viralidade a todo custo, as marcas procuram criar ligações reais com públicos específicos, valorizando transparência, clareza e mensagens humanas, em vez de algoritmos.
O fenómeno reforça a ideia de que, na publicidade, a relevância supera o ego. Em vez de se concentrar apenas em números de visualizações, as empresas procuram construir conversas e relações duradouras com os consumidores, reconhecendo que a fidelização e a ligação emocional são hoje os verdadeiros indicadores de sucesso.














