Portugal é o segundo país europeu em que os jovens mais usam contraceptivos

NotíciasSaúde
Revista Marketeer
06/05/2025
13:17
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Quase sete em cada 10 (68%) jovens portugueses entre os 18 e os 30 anos usam – ou pelo menos o seu parceiro usa – um método contraceptivo. A conclusão é de um estudo do Fórum Parlamentar Europeu para os Direitos Sexuais e Reprodutivos (EPF) e colocam Portugal como o segundo país europeu, num total de 15 países analisados, com um resultado mais elevado desta lista, apenas ultrapassado por Espanha (69%).

O estudo de “Sensibilização para os Contracetivos entre Jovens” revela que os jovens portugueses parecem estar bem informados sobre o que são o preservativo masculino (86% conhecem-no bem) e a pílula contraceptiva (91%). No entanto, o conhecimento é “bem menor” relativamente a outras alternativas, como o adesivo contraceptivo (28%), a injecção (30%), o implante (49%), o anel vaginal (57%) ou o dispositivo intra-uterino – DIU (59%).

Nesse sentido, não surpreende que os contraceptivos mais usados pelos jovens nacionais sejam precisamente a pílula (47% das inquiridas) e o preservativo masculino (42%). Já métodos como o DIU são apenas usados por 3% dos inquiridos, o implante por 2% e o adesivo por igual percentagem.

O estudo indica ainda que as fontes nas quais os jovens mais procuram informação sobre métodos contraceptivos são a internet (30%), o médico de família (22%) e ginecologista (15%), assim como a escola (15%). Ainda assim, 32% dos inquiridos sentem que existe uma falta de conhecimento sobre contraceptivos e 25% consideram que os profissionais de cuidados de saúde não contemplam todas as opções durante as consultas.

«O pouco conhecimento dos outros métodos, como o adesivo, a injecção ou o implante, indica de forma clara que é necessário melhorar a literacia em saúde sexual e reprodutiva dos jovens, capacitando-os para uma melhor vivência da sua sexualidade», comenta Mara Carvalho, da Associação Portuguesa de Planeamento Familiar (APF).

Apesar de tudo, Portugal destaca-se no Atlas Europeu das Políticas de Contracepção, também divulgado como o EFP, como o 4.º país europeu, num total de 47, com melhores políticas de acesso a contracepção e melhores fontes de informação. Isto porque, no nosso País, muitos contraceptivos (incluindo métodos de longa duração) são gratuitos no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O estudo de “Sensibilização para os Contracetivos entre Jovens” resultou de inquéritos a 4.201 participantes entre os 18 e os 30 anos.




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