“Palácio de Seteais reforça o ADN da Valverde Hotels: exclusividade, autenticidade e sofisticação”, Teresa Guimarães, Estoril Living

EntrevistaNotícias
Sandra M. Pinto
07/10/2025
10:30
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07/10/2025
10:30


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No coração de Sintra, envolto pela mística da serra e pelo encanto de uma paisagem classificada pela UNESCO, o Palácio de Seteais celebra, em 2025, 70 anos enquanto unidade hoteleira. Um marco que vai muito além da passagem do tempo: é a celebração da preservação do património, da hospitalidade com alma e da elegância atemporal.

Por Sandra M. Pinto

O grupo Estoril Living, detentor da marca Valverde Collection, aproveita este momento simbólico para refletir sobre o passado, reafirmar o compromisso com a excelência e projetar o futuro da hotelaria de luxo em Portugal. Através de uma visão que equilibra história e contemporaneidade, exclusividade e autenticidade, Seteais continua a ser um ícone do charme clássico português, agora reinterpretado com sofisticação e propósito. Nesta conversa com Teresa Guimarães, diretora de Marketing e Comunicação da Estoril Living, damos a conhecer os bastidores deste legado vivo: da preservação arquitetónica à filosofia gastronómica, da integração do bem-estar à estratégia de marca, sem esquecer a forma como o grupo pretende continuar a atrair novas gerações de hóspedes, sempre com respeito pelo espírito do lugar.

O que significa para o grupo Estoril Living celebrar os 70 anos do Palácio de Seteais como unidade hoteleira?
Celebrar os 70 anos do Palácio de Seteais como hotel é, para a Estoril Living, um momento simbólico de valorização do património e da memória coletiva. É uma ocasião em que honramos não apenas o futuro, mas também toda a história do Palácio enquanto hotel, reconhecendo e agradecendo o legado que nos foi deixado pelos nossos antecessores, a quem brindamos com respeito e admiração. Este marco é igualmente uma oportunidade para reafirmarmos o nosso compromisso com a preservação da herança histórica, interpretando-a à luz de uma hospitalidade contemporânea, com identidade e propósito. O Palácio de Seteais é, assim, um exemplo vivo da nossa visão: honrar o passado, projetando-o no presente e no futuro, através de experiências únicas, exclusivas e memoráveis.

Como tem sido o processo de preservar o património arquitetónico e artístico do Palácio sem comprometer o conforto moderno?
A intervenção no Palácio tem sido conduzida com enorme respeito pelo edifício e pelo seu valor patrimonial. É um trabalho continuo, temos equipas especializadas para garantir a integridade dos frescos, dos elementos arquitetónicos e do mobiliário histórico, enquanto modernizamos discretamente algumas infraestruturas técnicas para garantir o conforto dos hóspedes. O desafio tem sido encontrar o equilíbrio entre o legado e as exigências atuais — algo que encaramos com grande responsabilidade.

De que forma o Valverde Sintra Palácio de Seteais se distingue hoje no panorama da hotelaria de luxo em Portugal?
O Valverde Sintra Palácio de Seteais distingue-se por uma conjugação de vários fatores, tornando-o único. Fatores esses como: a sua localização, inserido numa paisagem classificada pela UNESCO; oferta de uma experiência imersiva que cruza património, história, natureza e sofisticação; garantia de um serviço personalizado, próximo, caloroso e de excelência. De facto, este é um hotel a reina a verdadeira exclusividade, uma exclusividade que combina não só os fatores acima mencionados, mas que está presente na estética, nos detalhes e na forma como cada estadia é pensada como uma experiência distinta.

Como se equilibra a dimensão histórica do hotel com a necessidade de oferecer uma experiência contemporânea e relevante para os hóspedes atuais?
Através de uma abordagem que valoriza a autenticidade e a experiência do hóspede. No Palácio de Seteais, os quartos mantêm traços originais, mas estão adaptados aos padrões de conforto atuais, enquanto experiências como o Afternoon Tea ou o Ultimate Dining são inspiradas na herança do palácio, mas com curadoria contemporânea, surpreendendo sem descaracterizar. Esta é a filosofia do Grupo. No Hotel Valverde Santar, por exemplo, a história é igualmente central: localizado na Casa das Fidalgas e datado do século XVII, o edifício, que pertenceu à Casa Real Portuguesa e que foi residência do D. Miguel de Bragança, Duque de Viseu, carrega uma memória aristocrática e um charme único. Preservámos elementos originais da arquitetura e do design, enquanto incorporámos conforto moderno e experiências personalizadas, mantendo viva a história do local.
Outro exemplo é o Hotel Verride Palácio de Santa Catarina, um edifício datado de 1758 que foi, originalmente, residência do Conde de Verride. Exibe uma fachada imponente, uma escadaria dupla distinta, duas suites reais deslumbrantes, todas cuidadosamente preservadas e reabilitadas. Este hotel combina, na sua decoração única, elementos clássicos com apontamentos e estruturas modernas.
Em todos os nossos hotéis, procuramos oferecer aos hóspedes uma vivência que combina tradição, luxo e relevância contemporânea, permitindo sentir o passado sem abdicar do presente e olhando para o futuro.

Como é que os 70 anos do Palácio estão a ser comunicados na estratégia de marketing e branding do grupo?
A celebração dos 70 anos é uma oportunidade para reforçar a notoriedade da marca Valverde, destacando a sua ligação ao património e à cultura portuguesa. A comunicação tem privilegiado uma abordagem emocional e elegante, que celebra o legado do Palácio, destacando-o como um ícone da hospitalidade e da arte de bem receber em Portugal.

De que forma a integração do Palácio na marca Valverde fortalece o posicionamento da marca no segmento de luxo em Portugal e no estrangeiro?
A integração de Seteais no universo Valverde reforça a marca como uma referência de hospitalidade com alma e sofisticação discreta. Este posicionamento é valorizado tanto pelo mercado nacional como por públicos internacionais que procuram autenticidade, estética e experiências com narrativa.

Como é que a celebração dos 70 anos do Palácio de Seteais está a ser utilizada para reforçar a notoriedade da marca Valverde junto de novos públicos e mercados internacionais?
A celebração dos 70 anos do Palácio de Seteais é, para nós, uma oportunidade única de reforçar a identidade e notoriedade da marca Valverde junto não só do mercado nacional, como também de novos públicos e mercados internacionais. O Palácio de Seteais representa, de forma exemplar, o nosso posicionamento enquanto marca de hotéis de luxo em edifícios emblemáticos, sempre com uma profunda preocupação pela preservação da história e da tradição de cada lugar.
Queremos que este marco transmita a essência da Valverde: um serviço personalizado e exclusivo, atenção ao detalhe, a experiência de luxo e a exclusividade que se sente em cada momento. Mais do que celebrar a história, procuramos dar-lhe vida através de experiências autênticas e diferenciadoras, que combinam cultura, hospitalidade e o ambiente singular da personalidade única de cada hotel. Este evento é também um reflexo da nossa visão de futuro: preservar o legado e a memória dos espaços, mas com um rejuvenescimento e um toque contemporâneo, afirmando-nos como uma marca inovadora e vanguardista na hotelaria de luxo. Pretendemos, assim, comunicar que a Valverde se consolidou, continua a crescer, a atualizar-se e a reforçar a sua posição, oferecendo algo verdadeiramente único e distintivo no panorama da hotelaria nacional.

Que papel têm o storytelling e as redes sociais na promoção da herança histórica e da exclusividade da experiência oferecida em Seteais?
O storytelling é central na nossa estratégia digital. Através das redes sociais, partilhamos não só imagens, mas também histórias do palácio, detalhes artísticos, bastidores e experiências únicas vividas pelos hóspedes. Esta abordagem gera envolvimento emocional e aproxima a marca de públicos que valorizam autenticidade.

O Palácio de Seteais tem uma forte ligação à arte e à cultura. Qual é o papel das iniciativas culturais, como as Noites de Bailado e o Prémio Pessoa, na identidade do hotel?
Essas iniciativas reforçam Seteais como espaço de encontro entre a tradição e a criação contemporânea. As Noites de Bailado, realizadas nos jardins, e o acolhimento do Prémio Pessoa, desde 1987, contribuem para afirmar o hotel como um lugar vivo, onde a cultura continua a ser parte da experiência e da história. A cultura é um dos pilares que queremos manter vivo não só em Seteais como também nos hotéis Valverde transversalmente. Mais eventos, atividades e parcerias culturais estão a ser pensados e planeados para um futuro próximo.

Como é definida a filosofia gastronómica do restaurante Marialva, e qual a importância da ligação aos produtos e tradições locais?
A cozinha do restaurante Marialva, sob direção do chef Hélder Damião, parte da tradição portuguesa e dos produtos da estação. Procuramos oferecer uma experiência que respeite o território, respeitando também o nosso contexto. Não nos podemos esquecer que estamos numa propriedade icónica, num contexto clássico, querendo isto dizer que acreditamos que a linha gastronómica deve ser coerente, sem cair em clichés, e que surpreenda pela qualidade, subtileza e apresentação cuidada. O Grupo pretende, a nível gastronómico, aproximar-se ao território, respeitando sempre o contexto em que o Hotel está inserido. Por exemplo, o restaurante Suba, com assinatura do Chefe Fábio Alves, e inserido no piso térreo do Palácio Verride, é um restaurante de cozinha criativa, com ingredientes maioritariamente portugueses. Ao contrário do que fazemos no Palácio de Seteais, onde o restaurante tem o ADN do espaço, no Palácio Verride procurámos o contrário. Ou seja, considerámos que pelo contexto onde o Hotel está inserido, deveríamos tornar o nosso restaurante independente, mas um elo de ligação entre o nosso palácio e os bairros tão característicos e típicos lisboetas que nos rodeiam. O nosso objetivo é proporcionar experiências que sejam simultaneamente sofisticadas e enraizadas na cultura portuguesa, transformando ingredientes de excelência em pratos que surpreendem pela criatividade, mas que que respeitem sempre o contexto em que os hotéis se inserem.

O spa, instalado no antigo pombal, é uma proposta invulgar. Como é que o bem-estar se integra na oferta global do hotel?
O bem-estar em Seteais está ligado à natureza, ao silêncio, à paisagem e à experiência sensorial. O spa, completa essa proposta num espaço simbólico e reabilitado ao detalhe e com delicadeza. Aqui, o luxo está na tranquilidade e na atenção individualizada.

Quais são os planos do grupo para o futuro do Palácio de Seteais? Estão previstas novas intervenções, experiências ou colaborações especiais?
A nossa visão passa não apenas por preservar, mas também, e sobretudo, por surpreender, mantendo sempre a coerência com a identidade do lugar. Este ano, acrescentámos a Green House à oferta, como proposta diferenciadora e um complemento ideal para eventos únicos e memoráveis. Paralelamente, estamos a desenvolver novas parcerias culturais e a preparar propostas que reforçam a ligação entre o espaço e a comunidade.
No hotel, temos vindo a investir cada vez mais nas experiências destinadas aos hóspedes, procurando torná-las um pilar da estadia. O nosso objetivo é fortalecer e expandir essas experiências, garantindo que cada visita se transforma numa vivência única, diversificada e, acima de tudo, exclusiva.

De que forma o grupo pretende continuar a honrar o legado de Seteais e, ao mesmo tempo, atrair novas gerações de hóspedes?
Com uma abordagem que conjuga autenticidade, com sofisticação contemporânea e luxo silencioso. O legado será sempre a base, respeitá-lo-emos sempre, mas a forma como o comunicamos, através do design, da cultura, da atenção ao detalhe e essencialmente na experiência exclusiva de cada cliente, é pensada e reinventada para envolver e acolher também novas gerações de viajantes, cada vez mais exigentes.




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