Oportunidades da Silly Season

Opinião
Mário Barros, Cluster Operations manager da Ingka Centres para o Sudoeste da Europa e presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Centros Comerciais
02/09/2024
20:49
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Mário Barros, Cluster Operations manager da Ingka Centres para o Sudoeste da Europa e presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Centros Comerciais
02/09/2024
20:49
Oportunidades da Silly Season

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Por Mário Barros, Cluster Operations manager da Ingka Centres para o Sudoeste da Europa e presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Centros Comerciais

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Agora que nos aproximamos do final do período de férias, termina também o período da chamada Silly Season.

Este processo, no entanto, começa na mudança de hábitos dos consumidores e na pausa, ou desaceleração de muitas indústrias. Pelo menos esta é a visão de quem não trabalha no sector de serviços em zonas de afluência turística.

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Para muitos de nós que trabalhamos com gestão de marca, objectivos de afluência, volumes de vendas ou até nível de serviço ao cliente, esta altura do ano apresenta-se como um período em que, ou não conhecemos o cliente, ou este apresenta interesses bastante diferentes.

Esta disrupção pode acontecer devido à sazonalidade, a um evento que muda o perfil do consumidor, ou até à própria acessibilidade aonde estamos localizados.

A estratégia mais comum é continuar a executar a mesma fórmula de comunicação, ou posicionamento de marca, e assumir que continuaremos a ter os mesmos resultados, ou escudar-nos no pretexto de que que a perda de clientes, vendas, entre outros, se deve à sazonalidade, e que pouco ou nada podemos fazer, dado que não temos a melhor oferta para o cliente não habitual.

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Mas, por vezes, as silly seasons trazem-nos oportunidades, especialmente quando não estamos na liderança do mercado ou nos encontramos em processo de consolidação.

Durante todo o ano temos sempre grandes planos para identificar os nossos unique selling points, e trabalhamos a nossa proposta de valor para cada um deles. Uma luta que, muitas vezes, se faz cliente a cliente, dado que é comum estarmos inseridos em mercados saturados e com uma oferta que se sobrepõe. Não é um cenário ideal pois não? Seria muito mais confortável não ter concorrência.

Penso que é precisamente este o desafio com que nos deparamos nesta época: combater a ideia de que, se ao longo do ano, temos de ser tão ou mais fortes do que a nossa concorrência, procurando a diferenciação e os programas de loyalty, na silly season só temos de ser tão bons quanto necessitamos de ser.

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Num contexto de disrupção, em que o cliente pode não conhecer bem o mercado, os nossos unique selling points  podem não se destacar, mas o mesmo acontece com os da nossa concorrência, pelo que passa a ter mais importância a captação da atenção deste novo cliente. Algo que habitualmente não consideramos um ponto de diferenciação, pode ser visto como tal pelo cliente sazonal, dado que não há ponto de comparação. E é aí que está a oportunidade!

Foste o primeiro a chegar a este cliente? Comunicaste os pontos fortes de todo o ano, ou os pontos fortes percebidos e relevantes? Estas podem ser as preguntas a realizar a nós próprios se queremos um Verão em que captemos todo o potencial presente.

Preferimos operar num mercado altamente competitivo ou num mercado isento de concorrência? Essa é a questão colocada pelo livro Blue Ocean Strategy de Renée Mauborgne e W. Chan Kim, que recomendo vivamente, e que ajuda a abrir a mente, na criação de qualquer estratégia.

Deixo esta reflexão e sugestão de leitura para aqueles que querem preparar bem o próximo ano. E esta silly season ainda não acabou!






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