Por Miguel Rangel, Director de Conveniência e Marketing da PRIO e Shell
E assim, de repente, a PRIO, marca da qual eu sou responsável de Marketing, é aquela com a identidade menos recente dentro das marcas ibéricas de combustíveis que operam no mercado português.
Três das cinco maiores redes de postos de combustível no País renovaram as suas identidades nos últimos 12 meses, iniciando com isso longos processos de investimento na renovação e actualização dos seus pontos de venda.
Este facto mostra bem a vitalidade de um sector frequentemente rotulado como “maduro”, mas que está longe de ter atingido a sua verdadeira maturidade. E isto decorre de quê? O que leva os gestores de empresas tão relevantes como a Cepsa, Repsol, Galp e também a PRIO e a Shell a apostar tão fortemente nos seus espaços e na melhoria da experiência de consumo dos seus clientes?
A resposta está na convergência de duas forças históricas: a da energia e a da mobilidade.
Todos sabem que algumas das maiores disrupções que a humanidade teve nos últimos 100 anos se centraram na dicotomia entre energia e mobilidade.
Nunca viajámos tanto. Nunca os países e as cidades estiveram tão próximos em tempo de deslocação. E também nunca a energia foi tão importante para tornar essas viagens possíveis. Mas a exigência não fica por aqui: hoje o cliente procura conforto, qualidade dos espaços, segurança, eficiência – qualquer que seja a energia utilizada.
E, naturalmente, espera que tudo isto seja oferecido de forma competitiva e ambientalmente sustentável.
A complexidade dos eixos em que nos movemos conduz à necessidade de um profundo conhecimento da jornada do cliente. Ajustar a proposta de valor a essa jornada, cada vez mais dinâmica e em constante mutação, é o maior desafio das marcas associadas à mobilidade. O que as marcas de energia para a mobilidade têm demonstrado pelo País é que não vão ficar paradas e tudo farão para continuar a satisfazer as necessidades dos seus clientes. A jornada é dinâmica, em constante mutação, e obriga a ajustar continuamente a proposta de valor.
O sector tem mostrado que não ficará parado – está em plena transformação. O ambiente competitivo tem vindo a aumentar. O investimento publicitário também e o parque de postos vai ter uma contínua melhoria nos próximos tempos. Por isso, caros leitores, o espectáculo começou e as marcas deste sector, conscientes do desafio e do seu papel, têm que estar preparadas para esta nova etapa da mobilidade em Portugal.
Artigo publicado na revista Marketeer n.º 351 de Outubro de 2025














