Óculos de sol de Macron tornam-se símbolo de “determinação”. O que dizem estes acessórios sobre os Presidentes que os usam?

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23/01/2026
21:00
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Emmanuel Macron protagonizou, no Fórum Económico Mundial de Davos, um momento que rapidamente ultrapassou o próprio palco das negociações diplomáticas: a sua escolha de aparecer em público com óculos de sol de luxo, mesmo em ambientes interiores, o que atraiu a atenção dos meios de comunicação, redes sociais e analistas políticos em todo o mundo.

Embora o Presidente francês tenha explicado que o uso constante dos óculos se deve ao facto de ter sofrido uma hemorragia subconjuntival, o modelo utilizado não deixou de chamar a atenção, tendo sido identificado como o Pacific S 01 da marca francesa Henry Jullien, com um preço de cerca de 650 euros. O acessório tornou-se objeto de curiosidade e debate, além de impulsionar buscas e impacto comercial para a marca.

Mas também o efeito simbólico das lentes não passou despercebido. A cena evocou associações com figuras históricas e culturais — desde aviadores militares à estética popularizada em filmes como Top Gun — tendo sido imediatamente explorada nas redes sociais e na imprensa.

O uso de óculos de sol por figuras públicas não é novidade nem aleatório, tendo o El País recordado o uso de óculos de sol por figuras como John F. Kennedy, cujos modelos Saratoga integraram a sua imagem icónica, ou Barack Obama, que popularizou certas versões da marca Ray-Ban.

No caso de Macron, além de ocultarem um problema físico temporário, os óculos ressurgiram como um elemento de análise sobre como líderes políticos utilizam acessórios para comunicar — consciente ou inconscientemente — mensagens de autoridade, estilo ou aproximação simbólica com audiências mais amplas.

Já para muitos analistas culturais e de imagem política, John F. Kennedy foi o exemplo clássico de um líder cuja associação com óculos de sol ajudou a forjar uma imagem pública sofisticada e moderna. Kennedy usava com frequência modelos “Saratoga” da American Optical em momentos informais, como passeios ou eventos ao ar livre, e essas imagens contribuíram para consolidar a sua presença como um novo tipo de presidente: jovem, carismático e ligado a um ideal de “sonho americano”.

A iconicidade dessas lentes foi tal que alguns dos modelos originais usados por JFK passaram a integrar coleções museológicas, refletindo não apenas uma preferência de estilo, mas o peso da imagem presidencial na cultura popular.

O artigo do El País menciona também Ronald Reagan e Barack Obama como políticos que incorporaram óculos de sol de formas distintas, mas igualmente marcantes. Reagan era conhecido por usar óculos aviador, um estilo que reforça uma estética de autoridade serena e confiança — uma imagem que se coaduna com o seu percurso como ator e figura pública.

Obama, por sua vez, popularizou modelos Ray-Ban como as RB 3217 e outros óculos de sol da Oliver Peoples. A escolha destes modelos foi interpretada como parte da sua “coolness” contemporânea, com óculos clássicos associados a uma personalidade acessível e confiante, que complementavam a sua imagem de líder moderno e conectado com tendências culturais amplas.

Joe Biden também chegou a ser conhecido como “Joe Aviador”, conforme foi apelidado pelo New York Times em 2022, numa alusão à sua predileção por esse estilo de óculos de sol. O jornal observou as ocasiões em que Biden optou por usar óculos de sol, associando-as a épocas em que o Presidente estava de bom humor.




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