A Notable. sempre se destacou pela sua capacidade de contar histórias autênticas e significativas, conectando marcas e públicos de forma verdadeira. Agora, dá um passo adiante com o lançamento da Notable. Collective, uma iniciativa que nasce com o objetivo de redefinir a forma como talentos e marcas se relacionam no mundo digital.
Por Sandra M. Pinto
Em entrevista à Marketeer, Inês Mendes da Silva, CEO da Notable., explica que a Notable. Collective surge como uma evolução natural da marca, uma frente criativa que vai além das fórmulas tradicionais de marketing e gestão de talentos. A contemporaneidade, a criatividade e a linguagem acessível são denominadores comuns a cada um dos talentos que a Notable. Collective apresenta no novo board: Carla Sofia, Carlota Flor, Diogo Appleton, Zé Paulo Rocha, Manuel Moreira e Raquel Estevens. «A Notable. sempre se moveu pela vontade de contar histórias com significado, e cada vez mais, essas histórias nascem nas pessoas que moldam a cultura todos os dias», afirma Inês.
O que levou a Notable. a criar a Notable. Collective e como é que esta nova frente criativa reflete a evolução natural da marca?
A Notable. sempre se moveu pela vontade de contar histórias com significado – e, cada vez mais, essas histórias nascem nas pessoas que moldam a cultura todos os dias. A Notable. Collective surge como uma extensão desse ADN: uma frente criativa que vive entre a cultura, a autenticidade e a
influência real. Que não se molda ao mundo, que é livre e que dita as tendências. É a continuação natural do nosso olhar sobre o talento – de algo que, apesar de se medir em números, é reconhecido em impacto, em verdade e em relevância cultural.
De que forma a Notable. Collective se distingue das estruturas tradicionais de representação e gestão de talento?
A Notable. continua a servir a estrutura da nova Notable. Collective. Mesmo pensando os talentos de diferentes formas, queremos garantir todos os serviços que já temos in-house. Por isso, acreditamos ainda mais no potencial desta área, porque as pessoas que a vão trabalhar têm a total visão do mercado – leia-se do que as marcas precisam – e é essa a nossa mais-valia. O que muda é a forma como queremos trabalhar cada um dos novos perfis: sem nos focarmos no crescimento rápido, mas sim na manutenção de cada um dos seus propósitos. Somos um espaço de cocriação e somos quem ajuda a construir a narrativa. A Notable. Collective aproxima criadores e marcas de forma mais orgânica, cultural e colaborativa. O nosso papel é potenciar o que já é autêntico em cada creator e criar contextos onde essa autenticidade possa crescer, sem ser formatada por briefings fechados.
A autenticidade e a “voz crua” dos creators são pilares desta nova área. Como é que a Notable. garante que essa liberdade criativa se mantém, mesmo quando entram em colaboração com marcas?
A liberdade criativa é o ponto de partida, não algo a ser negociado no fim. Esta é e será a nossa premissa. As marcas que procuram estes perfis procuram essa tal autenticidade e sabem que moldar ou alterar isso é inquestionável. A curadoria de parcerias é feita com muito cuidado, garantindo que há um match verdadeiro entre o universo do criador e o da marca. Acreditamos que quando há alinhamento de valores, não é preciso escolher entre autenticidade e estratégia, porque uma alimenta a outra. E ao apresentarmos a Notable. Colletive e esta forma de comunicar no digital estamos também a trazer verdade e transparência – deixando claro que o nosso objetivo principal não é fazer crescer números, mas manter intocável a voz genuína de cada um.
O board inicial da Notable. Collective reúne perfis muito distintos — do desporto à gastronomia. O que une estes criadores e que critérios orientaram a curadoria dos primeiros talentos?
O que os une é a verdade. São pessoas que criam a partir de quem são – sem filtros, sem fórmulas, sem pretensão. Cada um tem uma voz própria e uma forma muito singular de influenciar o seu contexto, seja dentro de uma cozinha, no mar ou nas redes sociais. Os perfis que representam a Notable. Collective neste lançamento foram analisados ao detalhe e ao longo do tempo. Queríamos garantir autenticidade, consistência e capacidade de gerar conversa, não só likes. E isso só acontece com a continuação do que é real.
Num mercado onde o foco muitas vezes está nos números e no algoritmo, a Notable. Collective propõe uma abordagem mais humana e cultural. Que impacto esperam que isso tenha na forma como as marcas se relacionam com as novas gerações?
Esperamos contribuir para um novo equilíbrio. As novas gerações já não se revêem em discursos fabricados – querem marcas que partilhem valores, não slogans. Ao aproximar marcas de criadores culturalmente relevantes, estamos a construir pontes mais humanas, mais honestas e, por isso, mais duradouras. Acreditamos que o futuro do marketing é mais sobre pertencer do que sobre aparecer. Mesmo sabendo que o mercado é muito vasto e que há marcas que continuam a precisar de outros fatores para apostar num perfil, sabemos também que há muita vontade de testar esta verdade. E o nosso contacto diário com as marcas, nas pessoas que as levam, faz-nos acreditar que há, neste momento, espaço para todos eles.
Quais são os próximos passos para a Notable. Collective?
Este é apenas o início. Queremos continuar a expandir a Notable. Collective com novas vozes, novas formas de expressão e novas conversas entre marcas e cultura. Nos próximos meses, vamos lançar projetos cocriados com o board inicial e abrir espaço para colaborações que desafiem o formato tradicional das campanhas. E, acima de tudo, queremos preservar o que é real. Por isso, continuaremos a analisar o mercado e a adaptarmo-nos às suas tendências. A Notable. Collective é um movimento em construção – vivo, mutável e feito de pessoas que têm algo verdadeiro a dizer.














