A Louis Vuitton está a ser investigada nos Estados Unidos na sequência de uma violação de dados sensível que terá comprometido informações pessoais de milhares de clientes. O ataque informático ocorreu em Junho de 2025, mas só em finais de Agosto é que a subsidiária norte-americana da marca começou a notificar os afectados, levantando suspeitas de violação das leis estaduais e federais de notificação obrigatória.
A empresa Louis Vuitton North America, Inc., sediada em Nova Iorque, está agora sob o escrutínio do escritório de advogados Schubert Jonckheer & Kolbe LLP, especializado em acções colectivas, que acusa a marca de não cumprir com os prazos legais para informar os consumidores. O incidente terá exposto dados como nomes, contactos, moradas, datas de nascimento e até números de passaporte ou de documentos de identificação.
Apesar de o ataque ter sido inicialmente reportado como tendo afetado cerca de 419 mil clientes em países como Coreia do Sul, Turquia, Reino Unido, Itália e Espanha, sabe-se agora que pelo menos 23.570 residentes no Texas e 17.615 no estado de Washington também foram notificados da violação.
Segundo os advogados, os consumidores atingidos poderão estar em risco de roubo de identidade e outras formas de violação de privacidade. Neste sentido, a ação legal em curso defende que os afetados devem ter direito a compensação financeira, bem como a uma liminar que obrigue a melhorias nas práticas de cibersegurança da marca francesa.
Este não é um caso isolado no seio do grupo LVMH, detentor da Louis Vuitton. Nos últimos meses, o conglomerado de luxo tem estado sob pressão após diversos relatos de ataques cibernéticos a outras marcas do portefólio, como a Christian Dior. De acordo com fontes envolvidas na investigação, hackers terão conseguido aceder a partes dos sistemas operacionais globais da Louis Vuitton, comprometendo a integridade dos dados de clientes em diferentes geografias.
Com este incidente, a LVMH junta-se a uma lista crescente de marcas de moda e retalho que têm sido alvo de ataques informáticos desde o início do ano. Entre os casos mais mediáticos estão os da Marks & Spencer, Adidas e Harrods, todos eles também expostos a brechas de segurança digital que evidenciam a crescente vulnerabilidade do sector.














