Lembra-se do Vine? Aplicação de vídeos de seis segundos poderá regressar em breve

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Marketeer
27/12/2025
10:16
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Quase uma década depois de ter desaparecido, o Vine pode estar de volta, ainda que sob um novo nome e com uma filosofia mais adaptada à atualidade. A plataforma de vídeos curtos deve assim regressar como diVine, num projeto apoiado por Jack Dorsey, cofundador do X (ex-Twitter), que pretende recuperar a essência original da aplicação e afastar-se do domínio crescente de conteúdos gerados através de inteligência artificial (IA).

O relançamento está a ser liderado por Evan Henshaw-Plath, conhecido como Rabble, um dos primeiros colaboradores do Twitter e que foi uma figura central no desenvolvimento inicial do Vine. O projeto conta com financiamento da organização sem fins lucrativos “and Other Stuff”, criada por Dorsey em 2025 para apoiar iniciativas tecnológicas experimentais e de código aberto, refere a Fortune.

A nova aplicação contará desde logo com mais de 100 mil vídeos originais do Vine, recuperados a partir de um arquivo criado antes do encerramento da plataforma, em 2016. O material foi preservado pelo Archive Team, plataforma dedicada a salvar conteúdos digitais em risco de desaparecer.

Henshaw-Plath conseguiu extrair e reconstruir uma parte significativa dos vídeos mais populares, bem como perfis de utilizadores e alguns dos seus dados. Os antigos criadores do Vine poderão assim reclamar as suas contas, desde que consigam comprovar a ligação aos perfis originais, ou, por outro lado, pedir a remoção dos conteúdos caso assim o entendam.

O diVine posiciona-se também como uma reação direta ao crescimento do que os seus criadores descrevem como “conteúdo artificial” nas redes sociais, com a plataforma a recusar a publicação de vídeos gerados por IA e utilizando tecnologia para sinalizar ou bloquear conteúdos suspeitos.

Segundo Henshaw-Plath, a ideia passa por recuperar a fase da internet em que os utilizadores tinham maior controlo sobre os seus feeds, seguiam pessoas reais e não algoritmos opacos, e em que a criatividade humana era o elemento central da experiência.




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