A jovem marca valenciana Dr. Caimán, especializada em cosmética masculina, venceu uma disputa legal contra a gigante francesa Lacoste, após a EUIPO (Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia) ter rejeitado a oposição da multinacional ao registo da marca espanhola.
O conflito surgiu quando a Dr. Caimán tentou registar, em 2023, o seu logótipo que inclui um réptil sobre o nome da marca. A Lacoste alegou que o desenho podia confundir os consumidores por se assemelhar ao famoso crocodilo verde que representa a insígnia francesa há décadas.
Contudo, após meses de análise, a EUIPO concluiu que não existe risco de confusão, sublinhando que os dois logótipos apresentam diferenças visuais e conceptuais suficientemente claras. O organismo lembra ainda que o consumidor médio baseia-se numa impressão global e que consegue distinguir entre as marcas, mesmo que usem elementos semelhantes.
Para a Dr. Caimán, fundada em 2022, a decisão é uma vitória significativa. “O caimão não se deixou intimidar pelo crocodilo”, afirmou Juan Cárdenas, porta-voz da empresa, referindo-se ao processo como um verdadeiro “David contra Golias”.
Este caso junta-se a outros exemplos em que pequenas empresas conseguiram proteger a sua identidade frente a grandes corporações, reforçando a ideia de que o sistema europeu de propriedade intelectual visa proteger a livre concorrência e a diversidade de marcas, e não blindar monopólios sobre símbolos de uso mais alargado.
Com esta decisão, a Dr. Caimán fica agora livre para expandir-se no mercado europeu com o seu estilo próprio e aposta na consolidação como marca emergente na área da cosmética masculina.














